“A democracia morreu no Brasil”, diz Ciro Gomes em evento na Capital

Michael Franco com Lúcio Borges, direto da sede do PDT

Mesa com presidente honra PDT, João Leite Schimit; atual pres.deputado federal Dagoberto Nogueira; Ciro, Paulo Duarte – ex-prefeito de Corumbá, ex-deputado e ex-petista, e, vereador Ademir (Foto: Lúcio Borges)

O ex-ministro e possível candidato à presidência da república, Ciro Gomes (PDT) está em Campo Grande nesta quinta-feira (18), para se reunir com o juiz federal Odilon de Oliveira e discutir sobre um programa de Segurança Pública e Fronteiras, em especifico, dentro do que já elaborou sobre a questão da Segurança Pública nacional. Pela manhã, o pedetista foi até a sede do PDT regional para uma coletiva, onde dentre diversas pontos de vistas falou sobre a atual situação politico institucional do Brasil, que está acontecendo e é vista por todo o Mundo. Como potencial candidato à presidência, Ciro Gomes não foi poupado das perguntas acerca do momento político brasileiro e sobre as gravações reveladas ontem, que envolvem o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves e os executivos da empresa JBS.

Ciro, com o novo escândalo nacional defendeu e quer que se faça cumprir a Constituição, mesmo ante sendo enfático ao declarar que o país está entre um ‘Golpe de Estado’, que é reconhecido. “O Mundo sabe, cheguei de Oxford esse dias e todos lá afirmaram isso, como em toda esfera Internacional, que a ‘Democracia morreu no Brasil’. Foi gestada novamente na década de 1980, nasceu, mas viveu 27 anos até 2016, onde a mataram em um golpe.”, disse o pedetista, se referindo aos anos, na primeira eleição geral em 1989, que ocorreram no Brasil, na redemocratização do país, após as três décadas de Ditadura Militar.

De acordo com a reportagem do Página Brazil que está no local, Gomes quer que siga a eleição indireta e se chame um nome parar pacificar o país, para garantir a Constituição e todas as punições a quem quer que seja. Ele também descarta participar desta eleição indireta e quer ser eleito em pleitos convencionais. “Eu não vou, nunca irei a ser eleito que não seja pela mão do povo”.

O ex-ministro acredita que agora, o rito deve ser seguido corretamente como manda a Constituição Federal, ele se posiciona contra eleições diretas nesse momento pois isso decorreria de uma mudança na Constituição e segundo Gomes, não deve mudar nada ainda mais no centro da crise.

“Fora Temer”

Ciro acredita que para o presidente Michel Temer existem três caminhos; a Renúncia, o Impeachment ou a cassação da chapa, da então chapa eleitoral Dilma-Temer, que acredita que agora a chapa será cassada.

“A renúncia é uma questão de dignidade, moral e de grandeza que vejo, que Temer não tem. Impeachment os que estão lá não vão fazer ou mesmo será muito mais traumático, irá demorar muito. Assim, tem e ou sobra e vejo que a chapa vai cair. Provavelmente já iria, mas agora, com tudo isto, será cumprido o rito e mesmo toda a investigação, provas e segue o que manda a Constituição. Temos que cumprir o que manda a nossa Carta Magna e não mais ferir, ainda mais em momento de extrema crise e no olho do furacão”, avaliou.

Ciro 2018

Em filiação ao PDT, em setembro de 2015, Ciro Gomes, dentro da então já crise política-administrativa da então presidente Dilma Roussef, já se propunha a ser candidato a presidente da República em 2018. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, no momento também endossou a ideia. “Temos uma referência nacional e em 2018 vamos ganhar as ruas e as praças para fazer Ciro Gomes presidente do Brasil”, disse à época.

O ex-ministro Ciro Gomes, construindo sua candidatura, como alternativa do chamado campo de centro-esquerda, neste ano, já reconheceu que deve disputar a Presidência em 2018 mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja candidato, como vem sendo ventilado. O pedetista, que esteve à frente do Ministério da Integração Nacional no governo Lula, havia dito na semana passada que não “tinha vontade” de se lançar ao cargo caso o petista também entrasse no páreo.

Contudo, em conversas com jornalistas, ele já afirmou que sua candidatura depende dele mesmo e do partido. “Quem decide a minha candidatura sou eu, e só dependo de uma circunstância: o PDT confirmar meu pleito. Quando digo que não gostaria de ser candidato se o Lula também for, não é uma homenagem propriamente a ele, embora acredite que PT e PDT possam seguir juntos, apesar de nossas diferenças. Mas, se ele for candidato, passionaliza e polariza de tal forma o ambiente que os eleitores terão dificuldade de encontrar meu discurso, centrado em temas que considero sérios, distantes da polarização simplória que fazem ele representa junto a direita deste país”, analisou.

Ciro afirmou ainda que seus dois adversários mais fortes à sucessão presidencial são, hoje, Lula e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Ele destacou que não aposta em uma candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB). E se mostrou simpático a uma eventual chapa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), mas disse que o “PT deve seguir com sua postura de lançar um candidato majoritário” e que não será “vice de ninguém”

 

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