Delegação da Austrália se nega a ficar hospedada na Vila Olímpica

Edifício da Vila Olímpica destinado ao alojamento (Foto: Marcelo Sayão - Ag. EFE)
Edifício da Vila Olímpica destinado ao alojamento (Foto: Marcelo Sayão – Ag. EFE)

A delegação australiana, já no Rio de Janeiro para se preparar para o maior evento do esporte mundial, se recusou, de momento, a ficar hospedada na Vila Olímpica. Parte dos membros da equipe detectaram problemas no fornecimento de eletricidade, água e gás, além de “muita sujeira” nas instalações, segundo a chefe da missão, Kittyv Chiller. O complexo, que receberá todos os atletas que participam da competição, foi oficialmente inaugurado no domingo, e os australianos foram os primeiros a conhecer o espaço.

A prefeita da Vila Olímpica, a ex-jogadora da seleção brasileira de basquete Janeth, afirmou que as instalações “ainda não estão 100%”, mas que acredita que tudo “será resolvido” durante os próximos dias. “As reclamações são normais, nos primeiros dias, depois de chegar, sempre se encontram alguns problemas. Isso acontece em todas as grandes obras, inclusive dentro de nossas próprias casas”, argumentou a atleta, que foi medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, em 1996, e bronze em Sydney, em 2000.

Após o incidente, o Comitê Olímpico do Rio contratou 500 funcionários para trabalhar contra o relógio e solucionar os problemas identificados até o momento. Entre as delegações que já começaram a se hospedar na Vila Olímpica, além da brasileira, estão as de Itália, Alemanha e Canadá. No entanto, o número de atletas de outros países deve começar a aumentar durante os próximos dias.

O condomínio, composto por 31 edifícios e grandes áreas verdes, quadras de diversos esportes e espaços comerciais, fica no bairro da Barra da Tijuca, a cerca de três quilômetros do Parque Olímpico. A Vila Olímpica foi construída sem recursos públicos por empresas que obtiveram os direitos para erguer edificações maiores do que as permitidas nessa área e vender posteriormente os 3.604 apartamentos, mas até ao momento só foram comercializados pouco mais de 250.

A Vila foi construída por 18.000 trabalhadores, que usaram 430.000 metros cúbicos de concreto e 43.000 toneladas de aço. Tem 10.000 metros quadrados de telhados verdes para reduzir a sensação térmica, 75 painéis solares para aquecer a água e uma estação de tratamento que permite reutilizar a água nos jardins e vasos sanitários.

A abertura da Vila Olímpica para os atletas coincide com o início da restrição do espaço aéreo brasileiro, o que impede inclusive voos de parapente e asa-delta. Além disso, no domingo as Forças Armadas começaram a patrulhar as ruas do Rio de Janeiro para reforçar a segurança para a competição, que terá início no dia cinco de agosto.

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