Delcídio do Amaral recebeu doação de delator preso, diz jornal

O ex-consultor da Toy, Júlio Gerin Camargo, disse que fez doações ao senador do PT Delcídio do Amaral, líder do Governo Dilma, conforme reportagem publicada no Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta quarta-feira. Ele fez acordo de delação premiada e, em seu depoimento na terça-feira, afirmou que ”privilegiou” alguns amigos, como ”o Dr. Delcídio”.

Delcídio (e) com o ministro Joaquim Levy
Delcídio (e) com o ministro Joaquim Levy

As doações a alguns políticos, segundo ele, foram feitas a pedido do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que atualmente também está preso. Segundo Camargo, tinha o costume de privilegiar com doações “pessoas que eram de minha amizade, como o dr. Delcídio, o dr. Tuma (senador Romeu Tuma, já falecido)…”

Camargo – preso na Operação Lava Jato que apura um grandioso esquema de corrupção na Petrobras – já havia falado de sua ligação com Delcídio, segundo reportagem no jornal O Globo, edição de 22 de abril deste ano. De acordo com a publicação, ele afirmou em seu depoimento à época ter contribuído com as campanhas do petista em 2006 e 2010 em troca de informações que obtinha.

O ex-consultor afirma que ter recebido Delcídio e sua família para almoços, nos quais o senador “apresentava cenários de mercado”.

Ainda segundo a reportagem de O Globo, o delator esclareceu que essas informações eram relacionadas a Petrobras, os próximos projetos da empresa e, ainda ”informações das áreas de Minas e Energia”.

Segundo o Jornal Nacional, Delcídio foi procurado pela reportagem para dar sua versão, mas não foi encontrado.

Comentários

comentários