Delcídio comemora aprovação de MPs e chama mudanças na lei eleitoral de “periféricas”

Delcídio do Amaral – Arquivo

Em entrevista por telefone ao programa Tribuna Livre da Capital FM, direto de Brasília, o líder do governo Dilma Rousseff no Senado Federal, Delcídio do Amaral (PT), defendeu a importância da aprovação das medidas provisórias 665 (que restringe o acesso ao seguro-desemprego, ampliando o prazo necessário de trabalho para a concessão do benefício) e 668 (que aumenta os impostos sobre as importações).

Restrição de acesso ao seguro-desemprego – A respeito da MP 665, Delcídio defendeu a “importância de corrigir distorções”. “Tinha gente trabalhando um mês (?), saindo do emprego e requerendo o seguro, enquanto trabalhadores levavam anos antes de requerer o benefício”, disse o senador petista. “Era uma verdadeira sangria dos cofres públicos que precisava ser resolvida”.

Aumento de impostos sobre importação – Sobre a regulamentação da MP 668, que aumenta os impostos sobre importados, Delcídio argumentou: “Quando uma dona de casa tem problemas com o orçamento doméstico, o que ela faz? Ajustes! Corta gastos! É o que nós estamos fazendo”, defendeu, se referindo à medida que visa à redução dos gastos dos brasileiros com produtos de outros países.

A MP regulamentada garantiu o aumento das alíquotas do PIS/Pasep de 1,65% para 2,1% e do Cofins de 7,5% para 9,65%. No total os dois impostos passam de 9,15% para 11,75% do preço dos importados.

A medida é uma das ações do governo Dilma para tentar frear a inflação, pela limitação do consumo – depois de anos de política de incentivos ao crescimento da economia baseado numa ampla e quase indiscriminada disponibilização de crédito para a população, adotada pelo governo petista.

Reforma política – Sobre as mudanças no processo eleitoral aprovadas na Câmara – que entre outras questões – acabaram como a reeleição para presidente, governadores e prefeitos, o senador reduziu: “Até agora, as mudanças que já foram feitas são meramente periféricas”. Na reforma política defendida pelo governo Dilma Rousseff, a principal bandeira é a do fim do financiamento privado de campanhas.

Silvio Ferreira 

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