Defesa pede a amigos e categoria teatral que ateste idoneidade de abusador sexual confesso

Lúcio Borges

O pior caso policial da semana, com “instrutor de grupo teatral preso por abuso sexual a aluno de 12 anos na Capital” , teve nesta sexta-feira (15), dois fatos curiosos, sendo um que se pode classificar como absurdo. O primeiro, foi que já se liberou, apesar de muitos já terem sabido, o nome do ator e diretor de teatro Jair Oliveira, 55 anos, que foi preso na madrugada do domingo (10), acusado com provas de abusar da criança. O segundo fato, foi de divulgação de um pedido da Defesa, para que amigos e até a categoria teatral ateste uma idoneidade do abusador sexual, que confessou o crime e tem contra si as provas da mãe do garoto, que fez a denuncia. A classe artística campo-grandense refuta pedido.

Jair participou de audiência de custódia na segunda-feira (11) e a prisão dele, que até então era temporária, foi convertida em preventiva. Com isso, ele ficará no presídio até ser julgado. A delegada Marília de Brito Martins, informou que aguarda resultado do exame de corpo de delito feito na vítima e também laudo da perícia feita no celular dele e do garoto, e, computador dele para concluir as investigações. “O inquérito deve ser encerrado em 10 dias, prazo anterior ao da divulgação dos resultados da perícia. Mas, os laudos serão anexados posteriormente no processo”, informou a delegada.

Apesar do homem não ter sido denunciado oficialmente a Justiça, e, até ainda estar em fase policial de investigações, mas com ele tendo confessado, o pedido, está sendo criticado, mais se propaga um abaixo-assinado sendo realizado por amigos do ator e até por acaso, atores e artistas, que estariam se mobilizando a favor do instrutor de teatro a pedido do advogado dele.

Contudo, conhecidos agentes da categoria Cultural e artista da Capital, que não vamos identificar, consideraram absurdo o pedido e se mostram até revoltados com as chamadas que envolvem a classe e pode denegrir ainda mais a imagem os profissionais, já que o fato, envolveu alguém que se valeu da situação de “professor de teatro” desta ou de outras crianças e adolescentes. “Pois é! mas estava correndo uma lista pedindo que os artistas atestassem a idoneidade moral dele. É brabo né? Dizem que foi o advogado que pediu… oras, que atitude, absurdo”, comentou um diretor da área.

 

“É o fim da picada mesmo”, resumiu a professora Katia Rosana em postagem de rede social.

ENTENDA O CASO

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) investiga o caso como estupro de vulnerável, cometido contra um menino de 12 anos, em Campo Grande. O então acusado, com provas de conversar de celular e agora com confissão do autor, é o teatrólogo Jair Oliveira, que foi preso, por agentes da Polícia Civil da Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), em flagrante na madrugada do domingo, após a denuncia da mãe na noite de sábado.

O caso foi descoberto pela mãe da vítima, após checagem no histórico de conversas do WhatsApp. Por meio do aplicativo, o autor enviava mensagens de caráter sexual para o garoto. Ele é suspeito de violentar outro menino do grupo.

Segundo boletim de ocorrência registrado no sábado, a mãe desconfiou do comportamento do filho com relação ao professor, principalmente, porque nos últimos dias ambos estavam muito próximos. Veja em matéria anterior, que na delegacia, o menino confessou com detalhes como ocorriam os estupros e disse que o professor fazia o mesmo com outro garoto.

Segundo o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da DEPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente), os casos contados pelo menino podem ser investigados, mas para isso, é preciso que haja denúncia. “O certo seria que outras possíveis vítimas se antecipassem e nos procurassem. Cada caso é uma investigação à parte”, orientou.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável, após o menino contar aos policiais que o “professor” o molestava e que ele praticava sexo oral no homem, que era de inteira confiança dos pais, por ser um dos responsáveis pelo grupo de teatro.

Comentários