Defesa de ex-assessor de Palocci pede prisão domiciliar após tentativa de suicídio

A defesa do ex-assessor de Antônio Palocci, Branislav Kontic, protocolou um pedido no Sistema da Justiça Federal, solicitando que o investigado vá para prisão domiciliar. Na petição, os advogados alegam que o ex-assessor atentou contra a própria vida enquanto estava detido na carceragem na Polícia Federal. No documento, a defesa esclarece que Kontic ingeriu uma grande quantidade de medicamento antidepressivo em dosagem potencialmente letal.

Desta forma, os defensores pedem que a prisão preventiva seja substituída por domiciliar para que ele possa ser submetido a tratamento médico. Para evidenciar o quadro clínico do ex-assessor, os advogados ainda anexaram à petição um atestado que comprova que Kontic faz tratamento psicológico a mais de 10 anos. No documento, a psicóloga Janice Rechulski alerta que a situação atual em que o investigado se encontra tende a potencializar os aspectos de dor e morte. Branislav Kontic foi preso no dia 26 de setembro, junto com o ex-ministro Antonio Palocci, durante a 35ª fase da operação Lava Jato.

No dia 30, data em que teve a prisão temporária convertida em preventiva, que é por tempo indeterminado, o ex-assessor atentou contra a própria vida e foi levado a um hospital de Curitiba. Atualmente, ele está preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, presídio destinado a detentos que precisam de tratamento médico por causa de ferimentos, doenças ou problemas psiquiátricos.

A Operação Omertà tem como principal foco a relação do ex-ministro Antonio Palocci com a empreiteira Odebrecht. As investigações partem das planilhas ligadas ao Setor de Operações Estruturadas do grupo. Esta área da Odebrecht, segundo a força-tarefa Lava Jato, tinha como único objetivo fazer a operação dos pagamentos de propinas. Os repasses feitos a Palocci entre 2006 e 2013 ultrapassam a marca de R$ 128 milhões.

Fonte: Paraná Portal

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