Decisão sobre libertação de André vai para o Supremo

A não concessão da medida liminar pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), do pedido de habeas corpus do pré-candidato a governador pelo MDB André Puccinelli, transfere para o Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão final a respeito. Os advogados do pré-candidato iniciam imediatamente a preparação de um novo recurso que poderá ser protocolado neste sábado (28) na Suprema Corte.

O ex-governador e advogados André Puccinelli Junior e João Paulo Calves foram presos em 20 de julho nas apurações da Papiros de Lama

O partido continua firme com o projeto da candidatura de André a governador. O MDB tem sua convenção prevista para o dia 4 (sábado) de agosto quando devem ser lançadas as candidaturas e confirmadas as alianças. Sobre os novos recursos jurídicos, os advogados do partido preferiram não adiantar detalhes, mas asseguraram que são medidas cujos resultados podem ser anunciados já nos próximos dias.

O pedido de habeas corpus do ex-governador, seu filho, André Puccinelli Júnior e advogado João Paulo Calves foi impetrado em conjunto pelos advogados de defesa dos três na tarde desta quarta-feira (25). Na terça-feira, o desembargador Maurício Yukikazu Kato, da quinta turma do Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRE3) já havia negado um outro pedido de liberdade impetrado pelos advogados dos três, por não considerar que houve abuso de poder ou ilegalidade na prisão.

O advogado André Borges, um dos que impetrou o pedido, diz que a defesa vai estudar com atenção a decisão para definir os próximos passos. “A defesa sabe que a luta é complexa e com obstáculos, mas não vai esmorecer jamais, por acreditar que a prisão é desnecessária. Tudo o que for possível continuará sendo realizado para que cesse o constrangimento representado pelo cárcere indevido”.

O ex-governador André Puccinelli (MDB) e seu filho, André Puccinelli Júnior, estão presos no Centro de Triagem, no Complexo Penitenciário de Campo Grande. Já o advogado João Paulo Calves está no Presídio Militar.

Os três são réus por lavagem e desvio de dinheiro e já tinham sido presos pela PF em 2017 na Operação Lama Asfáltica. Eles conseguiram a liberação no dia seguinte. As prisões desta sexta foram determinadas, conforme a polícia, por conta de novas provas envolvendo a Ícone, empresa de cursos jurídicos de Puccinelli Júnior.

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