De qual lado: PMs são presos por roubo com invasão e rendição de família

Lúcio Borges

O aniversário de Mato Grosso do Sul, em 11 de outubro, foi manchado por ao menos de seus servidores públicos, que ainda deveriam proteger o Estado e seus cidadãos, mas ao que parece, mesmo sendo policiais militares, se renderam ao outro lado e se tornaram bandidos. O fato ocorreu na última quinta-feira (11) com dois  PMs sendo presos acusados por roubo com invasão e rendição de uma família na segundo maior cidade do Estado, dourados, região sul. A situação divulgada nesta segunda-feira (15), teve a detenção na semana passada, mas ante acusação de crime também já ocorrido a alguns dias e por pouco resultado de roubo.

Conforme a PM-MS (Polícia Militar de MS), os policiais militares Douglas Walker Davalo de Oliveira, 26 anos, e, Alan Dyones dos Santos Silva, 28 anos, foram presos no dia 11, acusados de roubarem uma residência no dia 6 de outubro. A prisão aumenta a lista de policiais sul-mato-grossenses implicados em crimes, e foi realizada por colegas do SIG (Setor de Investigações Gerais), da Polícia Civil de MS, sendo  divulgada nesta segunda-feira. Contudo, um deles até já havia sido preso a pouco tempo em operação sobre os cigarros em MS.

Houve o registro da ocorrência que encaminharam investigações feitas pela PC-MS, que descoberto que os militares, é que seriam os envolvidos no caso. Eles até haviam sido transferidos de Dourados, sendo um para o Distrito de Ithaum e o outro para Campo Grande, e no dia 6 de outubro teriam invadido uma casa e rendido uma família, onde ainda só levaram dois celulares e R$ 700 e fugiram.

De acordo com as vitimas, durante o assalto à residência, um dos militares apontou a arma para a cabeça da esposa e da filha, de 10 anos, do morador. Durante o assalto, a touca de um dos bandidos caiu e o morador reconheceu o assaltante, que seria um dos militares presos. Após o relato do morador, policiais civis conseguiram localizar os dois militares, sendo que um deles foi preso em sua casa.

Prisões

A dupla foi presa e transferida para o Presídio de Militar da Capital. Um dos suspeitos já teria sido preso por envolvimento com contrabando de cigarros.

Só neste ano 52 policiais entre civis, militares e rodoviários federais, foram presos no Estado. Os militares foram presos nas operações Oiketicus, Laços de Família e Népsis, e também de forma isolada pelo recebimento de propinas.

Laços de Família: 

A quadrilha era chefiada por um policial militar da cidade de Mundo Novo, que usava até 50 ‘laranjas’ para tentar esconder a movimentação financeira. A investigação, que começou em 2016, identificou entre 40 e 50 ‘laranjas’ usados pela quadrilha que atuava nos mesmos moldes da máfia: os integrantes eram todos da mesma família e com uma forte hierarquia. Os integrantes dos grupos inferiores eram chamados de ‘correrias’ e os de grupos superiores, identificados como ‘gerentes’.

Oiketicus: 

29 policiais foram presos durante as duas fases da operação Oiketicus, que investiga a atuação de policiais para garantir a livre movimentação da chamada “Máfia do Cigarro”, sendo que 28 foram denunciados.  os policiais recebiam dinheiro em troca de facilitação, inclusive ao prestarem informações aos contrabandistas. Em algumas situações, as fiscalizações sequer eram feitas e as cargas de cigarro contrabandeado “passavam batido”.

Népsis:

A operação foi feita pela Polícia Federal, e aconteceu em cinco Estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas. Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da Organização Criminosa, encontram-se policiais da PRF, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul.

Só em 2017, acredita-se que os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 (mil e duzentas) carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os valores em mercadorias contrabandeadas atingem cifras superiores a R$ 1,5 bilhão (um bilhão e meio de reais).

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