De novo: Vereadores de Dourados são presos em ação do MP-MS nesta tarde

Lúcio Borges

A Câmara de Vereadores de Dourados, volta a ser alvo policial e com parlamentares presos. A situação que aconteceu a menos de dois meses, também já ocorreu algumas vezes na historia recente do legislativo municipal. Há oito anos, quase todos os vereadores foram presos e perderam os cargos em escândalo com o então prefeito Ari Artuzi. O MPE-MS (Ministério Público Estadual) e da Polícia Civil estão ou estiveram na sede do Poder Legislativo, na tarde desta quarta-feira (5). As informações são de que vereadores e servidores foram presos.

De acordo com o Dourados News, três vereadores estariam entre os presos. Ainda não há informações sobre o que levou as equipes até a Casa de Leis. Ainda segundo o jornal, estariam presos os vereadores Idenor Machado (PSDB), Cirilo Ramão (MDB) e Pedro Pepa (DEM).

O ex-parlamentar Dirceu Longhi e o ex-funcionário da Câmara Hamilton Salinas também estariam detidos na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, distante 225 quilômetros de Campo Grande.

Em 2018, ou 2010 ? a população de Dourados volta a ver seus eleitos representantes, em grande número, a serem acusados de crimes, como os denunciadas na operação Uragano, que em 2010 levou dezenas de pessoas para a cadeia em Dourados. Ainda este ano, em setembro, este caso movimentou a Justiça, que condenou mais oito pessoas denunciadas na ‘Uragano’, onde estas penas somadas ultrapassam 127 anos de reclusão, com regime inicial fechado. No total, 60 pessoas foram denunciadas, incluindo o então prefeito Ari Artuzi (falecido), vereadores, secretários municipais e servidores.

Há pouco mais de um mês, no fim de outubro, Dourados foi palco de operação desencadeada pelo Gaeco. Na época, secretário de Fazenda da cidade, Joao Fava Neto, e a vereadora Denize Portolann (PR) foram presos, além de empresário e diretor de licitações. Todos seguem detidos em Campo Grande.

Segundo a denúncia do MP, licitações seriam canceladas, sem qualquer justificativa plausível, para que contratações emergenciais fossem efetivadas e as empresas vencedoras, narra a promotoria, “escolhidas a dedo” pelo grupo.

O suposto conluio, materializado pela adulteração de planilhas e orçamentos, seria para beneficiar a empresa Douraser, de responsabilidade de Messias José da Silva, um dos presos.

Os documentos relativos aos procedimentos em andamento, ainda conforme a denúncia, seriam adulterados para maquiar a fraude. Por isso, eles são acusados não somente de fraudar licitações como dispensá-las indevidamente, falsificar documentos, além de cometer advocacia administrativa, crime que consiste em patrocinar, direta ou indiretamente, interesses privados, valendo-se da qualidade de funcionário público.

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