De janeiro até agora 255 médicos pediram demissão na prefeitura

A falta de profissionais na saúde e investigada pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), que abriu três inquéritos diferentes sobre três unidades básicas de saúde de Campo Grande no dia 1º de junho

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O Inquérito n°53/2015, no qual a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) é requerida, vai fiscalizar a UBS Dona Neta, para apurar ‘a falta de profissionais para compor as equipes, baixa capacidade potencial dos profissionais médicos, falta de equipamentos da atenção básica’.

A UBS do Jockey Clube também terá os mesmos pontos apurados, por meio do Edital n°53/2015,assim como a Unidade Básica da Pioneira, com o Edital n°55/2015. Os três inquéritos abertos são conduzidos na 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública da Comarca de Campo Grande.

A suspeita da falta de profissionais se comprova com dados da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), apontando 34 médicos concursados que pediram exoneração, 221 convocados exigiram a revogação de contrato, totalizando 255 baixas, sem contar três profissionais que foram demitidos pela prefeitura.

Em média, conforme a Sesau, 1,2 mil médicos atuam na rede municipal de saúde. Para compensar a baixa de 21,25% do quadro, a secretaria recorreu ao banco de cadastro fixo de profissionais. A saída, no entanto, não resolveu o problema. O cadastro reserva é inferior ao número de baixas segundo a Sesau.

Também foi aberto inquérito civil para apurar ‘eventual racionamento e falta de vacinas em unidades de saúde de Campo Grande’. A Investigação, n° 56/2015, não especifica quais instituições públicas de saúde da cidade teriam feito possível racionamento das vacinas.

Sobre o inquérito que apura falta de vacinas, a Sesau explicou que cabe ao Ministério da Saúde o envio de vacinas como tetraviral, raiva e sarampo, por exemplo. Desde o ano passado o Ministério da Saúde alega problemas no laboratório que produz o medicamento, por isso, a demora na entrega.

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