De família humilde, jogador que começou no Sete de Dourados sonhava alto

O jogador Cláudio Canavarros, 21, que teve constatada na manhã desta segunda-feira (01) a morte cerebral, começou a carreira no Clube Desportivo Sete de Setembro em Dourados em meados de 2009. Na época, com 14 anos, ele deixou o trabalho em uma borracharia para tentar o futebol e de acordo com o ex-gerente de futebol do time Alex Lima, o jovem deixou como marca a dedicação e a vontade de vencer.

Cláudio Canavarros (Foto: Divulgação)
Cláudio Canavarros (Foto: Divulgação)

“Ele era bom, se esforçava ao máximo, tinha sonhos altos e deixou essa característica de sempre buscar o melhor. Se dedicava muito aos treinos e antes disso pegava pesado na borracharia para ajudar a família”, conta.

Segundo Alex, a trajetória de vida do jogador o gerou o apelido de “borracha” no time, e ele levava isso de maneira despojada e o fato de vim de família humilde o incentivava ainda mais pela busca de seus ideais.

“Ele tinha um bom convívio com todos e teve a história desse apelido era legal, se relacionava bem e era como exemplo de esforço. Por vir de família humilde, pensava em melhorar de vida e ainda ajudar a família”, explica. Segundo Alex, o jogador atuou dois anos no Sete e começou a ter visibilidade. Com isso, depois seguiu carreira em times de São Paulo e para ele, tinha uma carreira promissora pela frente.

“Ele ganhou mais notoriedade no Paulista do Jundiaí e quando foi campeão da copa de São Paulo em Santos e depois no XV de Piracicaba. Acredito que tinha uma excelente carreira pela frente, mas infelizmente houve essa situação”, diz.

O jogador estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Emcor (Emergência do Coração), em Piracicaba, desde a última segunda-feira (25) após sofrer um mal súbito durante o treino da equipe no Estádio Barão da Serra Negra.

Ao longo da semana, o quadro de saúde de Canavarros havia sofrido alterações. Na noite de quarta-feira, aliás, ele foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um cateter na parte frontal do crânio para medir a pressão no cérebro, que estava com inchaço depois de ficar comprovado um edema cerebral.

Desde então, o estado de saúde dele era apontado como grave e sem evolução pelos médicos que o acompanhavam de perto no Emcor. (douradosnews)

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