De anônimo, blog “ensina” internautas a cometer estupro contra mulheres

Autor anônimo diz que, na adolescência, a menina começa a utilizar maquiagem e a se vestir como “uma vagabunda”

Uma página na internet está causando a revolta dos internautas. Com apologia ao estupro, o site “ensina” como abusar de meninas menores de idade, oferecendo, inclusive, um passo a passo. Os textos, em anonimato, contêm machismo e conteúdo pedófilo.

Pedofilia é crime (Foto: Divulgação )
Pedofilia é crime (Foto: Divulgação )

Em um dos posts da página, criada em 2014, o autor fala que “abusar de meninas não é pedofilia, elas vieram ao mundo para isso”.

Também há artigos como “Estuprar lésbicas é uma questão de honra e bem estar social” ou “Estuprar uma mulher feminista é um ato de culto a Deus”.

No texto que o autor ensina a “estuprar uma menina na escola”, ela explica que, na adolescência, a menina começa a utilizar maquiagem e a se vestir como “uma vagabunda” e única maneira é “traumatizá-la para o resto da vida”.

Outra página também tem chamado a atenção das pessoas por causa do conteúdo agressivo. O autor publicou um texto com o título “Eu ri do incêndio na Kiss, gostaria de ver mais tragédias desta categoria”.

Na página, ele fala que “ Brasil não perdeu nada com o incêndio” que matou diversos jovens, pois eles “estavam se pegando em um ambiente de bebida, orgia e promiscuidade”. Entre outros absurdos na página, o autor também critica pessoas que frequentam baladas: “toda mulher que frequenta balada é uma vadia suja. Todo homem que frequenta balada é um vagabundo”.

Denúncia

Em vários sites e redes sociais, internautas pedem para que as páginas sejam retiradas do ar e investigada pelas autoridades. Para fazer isso, entre na área de denúncia do site da Polícia Federal e selecione o time de crime. Entre as opções há “pornografia infantil”, “crimes de ódio”, “genocídio” etc.

Em seguida, cole a URL no campo “Página da Internet” e preencha a área “comentário”, explicando sua denúncia. Se o crime não foi cometido pela internet, use o Disque 100, envie um e-mail para [email protected], ou procurar a delegacia mais próxima.

BAND

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