Cursos profissionalizantes são oportunidade de ressocialização a detentas da Capital

Foto Divulgação

A capacitação profissional como meio de redução da reincidência criminal. Com essa proposta, 31 reeducandas do Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, na Capital, receberam este mês certificação nos cursos de depilação, designer de sobrancelhas e aplicação de hena, confecção de perucas e de canto e coral.

Todas as capacitações foram oferecidas por meio de parcerias da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), tendo como foco a reinserção social da pessoa em situação de prisão.

“O ensino formal e profissionalizante e o oferecimento de trabalho aos detentos de Mato Grosso do Sul, aliados a ações de assistência religiosa, têm sido o enfoque da agência penitenciária na busca pela ressocialização, pois geram oportunidade de um futuro melhor para essas pessoas, o que reflete diretamente em benefício para toda a sociedade, pois rompe o ciclo da criminalidade e da violência”, destaca o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia.

Conforme o diretor de Assistência Penitenciária, Gilson de Assis Martins, as parcerias têm sido muito importantes nesse processo de capacitação, “foi realmente uma integração de cursos que envolveram estética, beleza, social e humano”, informou, ressaltando também outras parcerias que têm proporcionado qualificação profissional às reclusas no EPFIIZ e nos demais presídios do Estado, sob a coordenação da Divisão de Educação da Agepen.

Entre as capacitações no presídio feminino da Capital, destaque para os cursos na área de beleza que preparam as custodiadas para o mercado de trabalho. “Capacitadas, poderão atuar em salões, clínicas ou mesmo como autônomas, a área de cuidados pessoais sempre está em alta e é uma importante opção de ocupação profissional”, comenta o diretor.

Conforme a diretora do presídio, Mari Jane Boleti Carrilho, No total, 10 custodiadas foram certificadas para trabalharem como depiladoras, designer de sobrancelhas e aplicação e hena, por meio de parceria com a representante empresarial de cosméticos, Maria do Roccio, importante incentivadora de ações de ressocialização na unidade prisional. “Nossa contribuição na área beleza busca incentivar também autoestima da mulher encarcerada como forma de humanização da pena”, afirma a colaboradora.

Realizado com o apoio da 2ª Vara de Execuções Penais da Capital, o curso de confecção de perucas capacitou 10 reeducandas, que agora atuarão na produção dos adereços para mulheres com câncer. A iniciativa foi idealizada pelo Juiz Albino Coimbra Neto e,  por meio da estrutura prisional do EPFIIZ se concretiza numa proposta de ressocialização e e solidariedade.

Durante a cerimônia de certificação, as internas realizaram a entrega simbólica de uma peruca, confeccionada por elas na unidade, à presidente Rede Feminina de Combate ao Câncer., Rosana Macedo.

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Outras onze internas receberam o certificado referente ao curso de canto e coral, realizado através de parceria da agência penitenciária com o estúdio musical “A Flor da Arte”, oferecido gratuitamente pelo empresário Iliomar José dos Santos. “A música acalanta o coração, que traz paz na alma e na mente”, destacou Santos, após apresentação musical feita pelas reeducandas, que cantaram a música Maranata, acompanhadas pela professora Rosely Telles, responsável pelas aulas de canto.

Também participaram do evento a servidora do Fórum de campo Grande, Rossana Canavaros, que no ato representou o Juiz  Albino Coimbra Neto; a chefe da Divisão de Educação, Rita de Cássia Fonseca; a coordenadora das unidades penais femininas da agência penitenciária, Jane Stradiotti,  voluntárias do Hospital do Câncer e a equipe de servidores penitenciários.

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