Conselho de medicina veterinária faz alerta para combate e prevenção ao vírus da raiva no Estado

(Foto: Paulo Francis)
João Vieira de Almeida Neto, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul (Foto: Paulo Francis).

Criada por iniciativa da Organização Mundial de Saúde, no último dia 28 de setembro foi comemorado o dia Mundial de Luta Contra a Raiva, pois dentre as inúmeras zoonoses transmitidas por cães e gatos, a raiva continua sendo uma grave problema de saúde pública.  O assunto voltou a ser discutido em Mato Grosso do Sul, após o município de Corumbá enfrentar um surto, com mais de 20 casos de raiva canina e um humano somente neste ano de 2015. O último caso registrado no Estado havia sido feito no ano de 1994, em Três Lagoas.

Segundo o presidente do CRMV/MS(Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul), João Vieira de Almeida Neto, a raiva é uma zoonose muito importante, porque o vírus rábico ataca o sistema nervoso central causando gradativamente a paralisia do animal afetado ou do ser humano, o que leva inevitavelmente ao óbito do individuo infectado. Porem há um campanha de prevenção continua, com a vacinação dos animais e a vacinação dos profissionais que lidam diretamente com o risco da doença.

O médico veterinário ressalta que as pessoas devem manter seus animais sempre bem cuidados, com a vacinação anual em dia, e sempre mante-lo dentro de sua residencia. Caso o animal for diagnosticado, deve ser comunicado imediatamente ao Centro de Controle de Zoonoses, para que o órgão tome as devidas providencias. “A doença não tem cura, a partir do diagnostico da doença, as pessoas tem que comunicar imediatamente o centro de controle de zoonoses para que esse animal seja imediatamente recolhido e guardado em um local bastante protegido para que ele não transmita a doença para outros animais e pessoas”, afirma.

João Vieira explica que o vírus da raiva, também conhecida como raiva furiosa, age no sistema nervoso central causando uma dor muito grande no local, deixando o animal irritado e nervoso. Há um outro quadro da raiva que esse animal fica prostrado, sendo uma das características da doença é de não ter sintomas peculiares exclusivos, mas sim neurológicos. “Então esse vírus ao atacar o sistema nervoso, causa um quadro desde a possível excitação do animal, ele fica agressivo, ou prostrado. Ele começa a salivar devido a uma paralisia na glótia, não conseguindo deglutir a saliva. A partir daí começa a vir a paralisação até atingir todo o sistema responsável pela respiração até o óbito”, diz.

O presidente conta que a transmissão do animal para o humano é feita através da saliva, por meio de mordedura, lambedura, com o contato de mucosas ou feridas. Os sintomas em humanos são os mesmos, sendo a doença considerada muito grave. “Qualquer suspeita a pessoa deve procurar um profissional de saúde, seja o médico para orienta-lô e o veterinário para atender o animal.

Paulo Francis

Comentários

comentários