Crivella (PRB) e Freixo (PSOL) vão ao 2º turno para a Prefeitura do Rio

O senador Marcelo Crivella (PRB), 58, e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), 49, vão se enfrentar no segundo turno das eleições para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Os dois foram os mais votados no pleito deste domingo (2), confirmando o cenário apontado nas primeiras pesquisas de intenção de voto divulgadas no período eleitoral. Crivella terminou o primeiro turno com 27,8% dos votos válidos, seguido por Freixo, que obteve 18,37%.

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Nas últimas sondagens, Freixo aparecia tecnicamente empatado com outros cinco candidatos, considerando-se as margens de erro.

No sábado (1º), pesquisas do Ibope e do Datafolha colocavam Freixo com 14% e 16% dos votos válidos, respectivamente, e seu principal adversário, Pedro Paulo Carvalho (PMDB), com 11% e 12%. Na acirrada disputa pelo segundo lugar, as amostras já indicavam tendência de crescimento do candidato do PSOL. O resultado acabou se confirmando nas urnas.

Bispo, cantor e engenheiro
Carioca, Crivella se tornou conhecido por sua atuação na Igreja Universal do Reino de Deus –fundada por seu tio, o bispo Edir Macedo– e como cantor gospel. Engenheiro, professor universitário e escritor, viveu quase uma década na África como missionário, nos anos 1990, e, ao voltar ao Brasil, desenvolveu um projeto beneficente no sertão da Bahia.

Casado há 36 anos e pai de três filhos, entrou na política em 2002, já como candidato ao Senado pelo Rio, para o qual se elegeu com mais de 3,2 milhões de votos. Em 2010, foi reeleito para o mandato, que chega ao fim em 2018.

Reprodução/Rede Globo

Sua carreira, no entanto, foi marcada por quatro derrotas em pleitos para o Executivo –à prefeitura, em 2004 e 2008, e ao Governo do Estado, em 2006 e 2014. A ligação com a Universal foi alvo de frequentes ataques durante as campanhas, nas quais enfrentou alto índice de rejeição.

Entre 2012 e 2014, foi ministro da Pesca da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em maio deste ano, entretanto, votou pela admissibilidade do processo de impeachment contra ela no Senado.

Professor e inspiração para filme
Freixo nasceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Enquanto cursava história, aos 21 anos, começou a dar aulas em presídios como voluntário, e se engajou na defesa dos direitos humanos, atuando também na direção de sindicatos e conselhos.

Foi filiado ao PT por duas décadas, mas deixou o partido em 2005 para ingressar no recém-criado PSOL. No ano seguinte, foi eleito para um mandato na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) pela primeira vez, reelegendo-se nas duas eleições seguintes. Na última, em 2014, foi o deputado estadual mais votado do país, com 350 mil votos.

Como parlamentar, esteve no comando da CPI das Milícias, em 2008, que resultou no pedido de indiciamento de 226 pessoas. A sua atuação lhe rendeu ameaças de morte e a história inspirou o filme “Tropa de Elite 2”. Em 2011, passou um período na Espanha por conta de ameaças, a convite da Anistia Internacional. Seu irmão, Renato, foi assassinado a tiros por milicianos em 2006.

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