Criação do ‘Fast Food do aborto’ tomou conta de sessão na Câmara da Capital

Rafael Sampaio do Comite MS Sem Aborto
Rafael Sampaio do Comité MS Sem Aborto

A sessão ordinária desta terça-feira (6) na Câmara de Vereadores de Campo Grande foi em boa parte preenchida, com o tema sobre o Aborto. O debate foi iniciado pelo membro do Comitê em Defesa da Vida, Rafael Sampaio, que fez o uso da chamada Palavra Livre, onde cidadão fala sobre algum assunto de relevância social. Sampaio falou sobre o tema para fazer esclarecimentos sobre a descriminalização do aborto, que em parte foi aberto no Brasil ou pode servir como precedente, após proferida decisão na semana passada dada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A maior corte de Justiça do país abriu espaço sob uma ação individual, que não será crime a interrupção da gravidez até os três meses de gestação.

Sampaio iniciou fala exaltante a ‘incessante luta pela vida’, dentro do comitê nacional ‘Brasil Sem Aborto’. “Sou membro do Comité pela Vida: Brasil – MS Sem Aborto, que exalta o dom maior divino que é a vida e valoriza a vida da mulher e da vida que a ela foi concebida a carregar em seu ventre, a vida do bebê. Defendemos as Políticas Públicas as mulheres no âmbito Psicossocial e físico. Mas, vemos que os julgamentos vão avançando no STF de forma retalhada e indo contra a Constituição Federal, como que ouve na semana passada liberando a morte até com três meses já do feto e que amanhã foi pautada pela presidente da Corte, Carmem Lucia, sobre gravidas que descobrem a microcefalia, se podem também abortar”, discursou o representante.

Para Sampaio a que se denunciar, lutar e pressionar o STF para cumprir sua missão e não ir contra aos preceitos. “Há muita desinformação ou informações distorcidas, tanto do povo, como até dos magistrados, que cremos estar neste caminho, pois estão proferindo decisão ilegal. O STF, que é o guardião, está indo contra a Constituição, que detêm e resguarda a inviolabilidade do Direito a Vida, está indo contra a Convenção Interamericana e até o Código Civil. Mesmo assim, o ministro Luiz Barroso, desqualificou tudo e em decisão individual proferiu tudo e que foi acompanhado pelo plenário. É uma ação única, mas que servirá de parâmetros para outros Tribunais. Haverá direito de se abrir clinicas de Abortos”, disse ao falar de decisão sobre um Habeas Corpus que julgava a prisão de cinco integrantes de uma clínica abortiva.

De acordo com Sampaio, o Comitê “MS Sem Aborto” é um braço do movimento nacional Brasil sem aborto e tem como objetivo promover políticas concretas de valorização da vida. “Nosso grupo foi fundado em 2014 e é suprapartidário e supra-religioso, reunindo profissionais de diversas áreas científicas, sociais e culturais. Temos o objetivo de promover a defesa da vida e valorização da vida desde a concepção, promovendo ações e defendendo políticas públicas que assistam às mulheres e aos nascituros em suas necessidades físicas, sociais e psicológicas”, explicou.

Sem Justificativa

A convite do vereador Lívio Leite, Sampaio destacou na Tribuna a decisão, absurda, proferida pelo STF, justificando ‘saúde pública’ para ir descriminalizando o aborto se praticado com consentimento da gestante até o terceiro mês de gestação. “Descriminalizar o aborto por justificativa de resguardar a saúde pública é irresponsável. Com a justificativa de proteger a saúde da mulher estão na verdade prejudicando a saúde a longo prazo. A idéia de descriminalizar, implicaria ao Estado oferecer o aborto para evitar as situações precárias das clínicas clandestinas. Imaginem senhores, mais essa demanda ao SUS. Será que ele daria conta, respeitaria o prazo de três meses?”, questionou.

Em seu pronunciamento, Rafael clamou a ajuda dos vereadores. “Se hoje os senhores fazem parte do Parlamento Municipal é porque representam a nossa população e porque a população acredita nas ideias e ideais dos senhores, peço encarecidamente de coração que propagem o ‘não ao aborto’, que propaguem o ‘sim à vida’, e engrossem a bancada pela vida nesta Câmara”, disse.

Por fim, Rafael salientou que “não estamos aqui falando em encarcerar mulheres que não querem manter sua gravidez, não é esse o nosso ideal, nem a solução. O que queremos é a oportunidade de auxiliar e instruir essa mulher durante sua gestação, e a inibição que o crime pode oportunizar isso. O Brasil não precisa do aborto. O Brasil precisa de cultura e educação reduzindo assim o número de gravidez indesejada ou não planejada, pois senão estamos a caminho de criarmos o Fast food do aborto”, alegou.

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