CPI que investiga se Cimi tem culpa nas invasões de terras abre sabatina na 3ª

O sociólogo e jornalista Lorenzo Carrasco e o jornalista Nelson Barretto serão os primeiros a depor no colegiado

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga se o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) está envolvido nos casos de invasões de terras em Mato Grosso do Sul abre a série de sabatina na próxima terça-feira (13), no plenário da Assembleia Legislativa.

CPI do Cimi abre as oitivas na terça  Foto: Divulgação
CPI do Cimi abre as oitivas na terça Foto: Divulgação

O sociólogo e jornalista Lorenzo Carrasco e o jornalista Nelson Barretto serão os primeiros a depor na comissão. Os depoimentos estão marcados para as 14h, de acordo com a presidente da CPI, a deputada estadual Mara Caseiro (PTdoB).

Ela ressaltou que, diante da profundidade e importância de conteúdo, há a possibilidade de ser solicitada uma sessão extraordinária para a quarta-feira, dia 14.

Lorenzo Carrasco é sociólogo e jornalista mexicano, autor do livro “Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil” e coautor dos livros “Máfia Verde: o ambientalismo a serviço do governo mundial” e “Máfia Verde 2: ambientalismo, novo colonialismo”.

Nelson Barretto é jornalista e escritor, autor dos livros “Revolução Quilombola” e “Tribalismo Indígena: Ideal Comuno-Missionário para o Brasil no século XXI: 30 anos depois”.

Outros dois especialistas na área vão depor nas próximas sessões da CPI: o antropólogo Edward Luz e o padre Gildásio Mendes dos Santos.

A ordem ainda está sendo definida pelos membros da comissão, que é composta ainda pelos deputados Marquinhos Trad, do PMDB (vice-presidente), Paulo Corrêa, do PR (relator), Pedro Kemp (PT) e Onevan de Matos (PSDB), que são membros.

Mara Caseiro ressaltou que o objetivo da CPI é trazer a verdade à tona, “doa a quem doer”, e que esta comissão “será de resultados, e não de mídia”.

A deputada tem dedicado sem mandato a colaborar com o fim da guerra no campo, ocasionada pela disputa de terras que são consideradas originais pelos indígenas, mas são tituladas e de propriedade comprovada dos produtores rurais.

“Queremos saber se o Cimi está incitando e financiando essas invasões, pois temos denúncias de que milhares de dólares estão sendo aplicados para essa finalidade. É esse o nosso principal objetivo, proporcionando sempre o direito aos dois lados e em busca da verdade”, finalizou.

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