CPI das Contas Públicas já detectou irregularidades nas últimas três gestões em CG

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito das Contas Públicas, Eduardo Romero falou sobre algumas das irregularidades já detectadas pelos trabalhos da comissão: “A CPI questiona pontos nas últimas três gestões. Houve, por exemplo, casos de aumento de gastos sem previsão orçamentária; de gastos excessivos com um dispositivo que, ainda que previsto em lei” – referindo-se ao “plano de governo”, que outorga à prefeitura a discricionalidade quanto aos valores de salários pagos à comissionados -, “não explica porque se pagou por um profissional remunerado em ‘x’ pelo mercado, até 8x, 10x”, pontuou.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Contas Públicas, que investiga as finanças da prefeitura de Campo Grande, vereador Airton Saraiva (DEM), também falou sobre o estágio em que se encontram os trabalhos e sobre o relatório – que deverá ser apresentado em meados de dezembro, para votação antes do final do ano legislativo -, sobre as contas públicas da prefeitura, desde a gestão Nelson Trad Filho (PTB), passando pela primeira etapa da gestão Alcides Bernal (PP) e pela gestão Gilmar Olarte(PP). 

A CPI investiga, entre outras questões – o chamado plano de governo – que permitiu o aumento de 40,34% na folha de pessoal da prefeitura. Esse salto nos gastos municipais é atribuído entre outros fatores, aos aumentos salariais e a contratação de 1.044 comissionados na gestão do prefeito Gilmar Olarte (PP).

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