CPI dá mais 30 dias para JBS mandar documentos

Da Redação com Informações G1

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul concedeu mais 30 dias para JBS enviar os documentos dos Tare (Termos de Ajustes de Regimento Especial) firmados entre a empresa e o governo do Estado e notas fiscais. Prazo foi aprovado durante reunião na tarde de ontem (5) na Assembleia Legislativa.

Reunião da CPI começou sem o deputado Pedro Kemp (PT) nesta quarta-feira (5) (Foto: Juliene Katayama/G1 MS)

Na segunda-feira (3), fim do prazo inicial para entrega, a JBS enviou ofício pedindo mais 45 dias para mandar os documentos. Porém, os deputados consideraram o prazo muito longo e reduziram para um mês.

Durante a reunião, os deputados integrantes da CPI discutiram sobre o fato de o ofício da JBS não ter procuração informando que o advogado que assinou é da empresa. A advogada Fernanda Regina Oliveira, que protocolou documento, estava na reunião e disse que foi contratada para uma questão pontual e que não tinha procuração.

Por isso, a CPI aprovou que a advogada deve apresentar procuração referente aos documentos da JBS até a próxima reunião, marcada para quarta-feira que vem (12).

Investigação

A CPI apura se o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) cometeu crime de improbidade administrativa, conforme a delação de Wesley Batista. Segundo o empresário, o tucano teria recebido propina para conceder incentivos fiscais à empresa. O governador nega.

Paulo Corrêa (PR) preside a CPI e Flávio Kayatt (PSDB) é o relator. Os outros deputados estaduais que são membros são: Eduardo Rocha e Paulo Siufi, ambos do PMDB, e Pedro Kemp (PT).

Na reunião do dia 28 de junho, os membros da CPI aprovaram o termo de confidencialidade para garantir que o sigilo dos documentos enviados pela Sefaz (Secretaria do Estado de Fazenda) seja mantido.

O selo digital para garantir o sigilo fiscal da documentação que será analisada pela CPI foi criado na manhã de segunda-feira (3).

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