CPI “Caça-Fantasmas” deve ser arquivada na Assembleia

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vai enterrar a CPI Caça-Fantasma. A confirmação foi feita pelo presidente da Casa, deputado estadual, Junior Mochi (PMDB), no final da sessão de ontem.

Mochi deixará para Ministério Público investigar o caso – Foto: ALMS

A justificativa é pautada nas mesmas questões polêmicas debatidas anteriormente. “Vamos arquivar a CPI porque ela tem seus vícios, não tem fato determinado e lapso temporal”. O peemedebista deve oficializar o anúncio hoje ou na sessão da próxima terça-feira.

Com isso a missão de caçar fantasmas ficou com o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), que tem o promotor de Justiça Marcos Alex Vera de Oliveira no comando dos trabalhos. “O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou procedimento para investigar o mesmo fato e delimitou o prazo temporal de cinco anos, por que após isso prescreve. Lá já tem o procedimento aberto, a portaria e está encaminhando ofício para a Assembleia”.

“A própria casa investigar a si mesma gera toda uma desconfiança por parte da população, então o melhor o Ministério que tem a responsabilidade e se for o caso de punir. Ai então você determina o arquivamento da CPI e faz o acompanhamento junto da investigação. A tendência é essa”.

O pedido da CPI é para apurar existência dos chamados ‘servidores fantasmas’, bem como prática de nepotismo cruzado com Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Câmara da Capital, de 1986 a 2016.

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