Corregedoria apura caso de produtor rural agredido por PM a paisana

(Foto: Paulo Francis)
Coronel Francisco Ovelar, Comandante do Policiamento Metropolitano da Policia Militar. (Foto: Paulo Francis)

O Comandante do Policiamento Metropolitano da Policia Militar, Coronel Francisco Ovelar, comentou durante entrevista concedida ao Página Brazil, na tarde desta quarta-feira (23), que a Corregedoria da PM já apura o caso do produtor rural Rafael Arantes Bispo de 32 anos, que acusa um policial militar a paisana de agredi-lo, pelo fato de ter se recusado a retirar seu veículo do posto de gasolina, após a frentista cobrar duas vezes o valor do abastecimento.

O Coronel contou que o policial militar Alberto Fabiano de Arruda que estava em seu momento de folga, e diante dos fatos apresentados pela vítima a corregedoria instaurou um inquérito policial para apurar todo o caso.

O comandante frisa que não pode fazer nenhum pré julgamento, e que será investigado o antes, durante e depois da ação, porém o militar tem o seu direito de defesa que lhe é de direito. “Ao final, esse inquérito policial é encaminhado ao Ministério Público, e o promotor oferecerá ou não a denuncia para que depois possa ser julgado dentro do conselho da auditoria militar, que é composto por um juiz e quatro oficiais”, explica.

No entanto Francisco Ovelar frisa que a policia militar repudia qualquer ato de agressão gratuita por parte da sua corporação, e reforça para que qualquer pessoa que se sinta ofendido em situações similares deve procurar o quartel mais próximo, o batalhão da área, o comando geral ou até mesmo a própria corregedoria e relatar o ocorrido para que seja apurado. “Nos trabalhamos para proteger o direito de todo cidadão, mas também nós protegemos o direito do policial militar, que é o direito da ampla defesa e do contraditório. Ele vai ser ouvido, outras pessoas serão ouvidas, as provas serão apresentadas e ao final se for comprovado que ele agiu errado será condenado. Aparentemente a atitude dele foi equivocada mas não podemos dizer o que será feito no final.”

O coronel destaca que o policial poderá ser sancionado administrativamente com, com punições de vão desde uma repreensão até uma prisão administrativa de 30 dias, e em paralelo corre o inquérito policial militar.

BO’s

A confusão teve desdobramentos e Arantes,que fez a denúncia à imprensa, acabou tornando-se autor em dois boletins de ocorrência.

No primeiro registro policial, ele aparece como autor de vias de fato e ameaças contra o frentista do posto e outro, registrado pela frentista que aparece no vídeo, por calúnia e difamação. A Polícia Militar que atendeu a ocorrência também registrou que houve resistência a prisão.

Outro ponto que não havia ficado muito claro na situação, é que o policial militar que aparece no vídeo agredindo Rafael, é na realidade marido da frentista. Ele teria passado no posto para abastecer o seu veículo quando foi informado da situação pela esposa, que teria sido empurrada momentos antes, no calor da discussão.

Paulo Francis

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