Corregedor proíbe visitas fora de horário e reuniões políticas em presídio onde está Puccinelli

O juiz Alexandre Antunes da Silva, corregedor dos estabelecimentos penais de regime fechado, enviou um oficio nesta sexta-feira (3) ao diretor do Centro de Triagem de Campo Grande, Alírio Francisco do Carmo, pedindo informações sobre quais os critérios para visitas ao ex-governador André Puccinelli (MDB) e proibindo que ocorram fora dos horários pré-fixados para todos os presos.

O ex-governador André Puccinelli (MDB) e seu filho, André Puccinelli Júnior, estão no Centro de Triagem desde o dia 20 de julho. Eles foram presos junto com o advogado João Paulo Calves na mesma data, em um desdobramento da operação Lama Asfáltica. O advogado está no Presídio Militar.

No ofício, o magistrado também vedou a realização de reuniões políticas no estabelecimento. A medida tem como base denúncias de que várias pessoas têm se encontrado com o ex-governador em horários diversos. A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que vai cumprir a determinação.

A defesa de Puccinelli e dos outros dois presos já impetrou conjuntamente três pedidos de habeas corpus. Dois foram negados. Um pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), no dia 24 de julho e outro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no dia 27 de julho. O terceiro está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-governador, seu filho e o advogado são réus por lavagem e desvio de dinheiro e já tinham sido presos pela Polícia Federal em 2017 na Operação Lama Asfáltica. Eles conseguiram a liberação no dia seguinte. As prisões desta sexta foram determinadas, conforme a polícia, por conta de novas provas envolvendo a Ícone, empresa de cursos jurídicos de Puccinelli Júnior.

Os mandados foram deferidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande a pedido do Ministério Público Federal, com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2018, que determinou a prisão de outros oito réus do mesmo caso.

A prisão do ex-governador e a dificuldade em obter uma revogação da prisão, fizeram, conforme a Executiva do MDB em Mato Grosso do Sul, com que ele desistisse da pré-candidatura ao governo do estado, que seria oficializada na convenção neste sábado (4), fazendo um apelo, no sábado passado (28), a senadora Simone Tebet, para que ela disputasse o pleito em seu lugar.

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