Corpo de funcionária pública foi incinerado e cinzas foram jogadas no Rio Paraguai

A servidora pública Nathállia Corrêa Batista, de 29 anos, desaparecida desde 15 de julho, foi morta com golpe de ferro na cabeça e depois teve o corpo queimado. É o que aponta investigação da Polícia Civil sobre o caso ocorrido em Porto Murtinho, a 443 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai.

Peritos no local onde Nathália foi queimada — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O gerente de uma pousada na cidade, de 37 anos, com quem ela mantinha um relacionamento amoroso, e uma mulher de 33, que seria amante dele, estão presos suspeitos de envolvimentos no crime. Ele nega. Ela confirma participação. “A versão dela é mais verossímil”, fala o delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Homicídios (DEH), Márcio Shiro Obara.

Conforme a polícia, Nathália foi morta no mesmo dia em que foi vista pela última vez. Ela saiu da casa de amigos dizendo a um deles que se encontraria com o gerente na pousada. No local, foi morta com um golpe de barra de ferro.

Da pousada, o corpo da servidora pública foi levado para a casa da mulher presa. O cadáver foi queimado nos fundos do imóvel “mediante forte ação de fogo e calor”, segundo o delegado João Cléber Dorneles, da delegacia de Porto Murtinho, e por várias horas.

As cinzas foram colocadas em vasilhames e sacos plásticos e jogadas no rio Paraguai. O local onde houve a queima foi concretado para que não fossem encontrados vestígios.

No entanto, após meses de investigação sobre o desaparecimento e prisão dos suspeitos, a polícia chegou a conclusão de que Nathália foi morta e de como se deu o homicídio. A reprodução simulada dos fatos foi feita quinta-feira (5).

Vestígios que podem ser restos mortais de Nathália foram recolhidos pelos peritos erão encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Mato Grosso do Sul (IMOL) e ao Laboratório de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande, onde serão periciados.

Nathállia foi vista pela última vez em 15 de julho — Foto: Reprodução/TV Morena

Conforme a polícia, o gerente da pousada nega qualquer participação no crime e disse que foi a amante e uma terceira pessoa, até então desconhecida, que mataram Nathália.

Já a mulher diz que foi o amante quem matou a servidora pública e ela apenas ajudou no transporte do corpo e na incineração. Porém, a Polícia Civil não descarta o envolvimento dela também na morte.

A mulher foi indiciada por destruição, subtração e ocultação de cadáver. O gerente da pousada teve a prisão temporária decretada e segue preso.

O caso só deve ser concluído quando os laudos periciais estiverem prontos e, após a realização de novas diligências. Não está descartado o envolvimento de outras pessoas no crime.

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