Contabilidade do PCC era feita por esposa do líder da facção

Mulher do “Tio Arantes” estava em casa, quando policiais cumpriram mandado de prisão. Agente penitenciário e suposto traficante também estão entre os presos nesta terça (12).

Tânia Cristina Lima de Moura, 46, era quem fazia a contabilidade da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em Campo Grande, segundo a Polícia Militar. Ela acabou presa nesta terça-feira (12/6) durante a Operação Paiol, desencadeada por policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), Choque e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

A suspeita é esposa de “Tio Arantes”, um dos nomes fortes da facção.

Na casa onde morava, a polícia encontrou comprovantes de movimentação bancária.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Waldir Ribeiro Acosta, a suspeita estava com extratos de intensa movimentação bancária. A mulher presta depoimento na delegacia.

Outro flagrante ocorreu na casa de Elvis Alves Ferreira, de 25 anos. Ele era operador do tráfico de drogas da facção e estava com munição importada irregular.

O segundo alvo levou a polícia a casa do agente penitenciário Adilson Brum Weis. Ele foi preso sob suspeita de repassar informações e dar privilégios à integrantes da organização criminosa dentro dos presídios. Com ele, a polícia encontrou também munições de calibre restrito, acarretando na prisão em flagrante.

Na Capital, foram cumpridos, sete mandados, sendo três de prisão e quatro de busca e apreensão. Em todos os municípios onde ocorre a ação, os policiais cumprem 27 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão

Durante a ação, foram apreendidos documentos, munições, armas de fogo, celulares e droga com os três presos da Capital. Todo material será repassado ao Ministério Público Estadual (MPE) que fará perícia para novos desdobramentos da operação.

Operação Paiol

Com apoio do Batalhão de Choque (BpChoque); Batalhão de Operações Especiais (Bope), ambos da Polícia Militar, e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os policiais cumpriram mandados na capital sul-mato-grossense e também interior do estado.

De acordo com o Gaeco, o objetivo da operação Paiol é cumprir 27 mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão, todos contra pessoas suspeitas de envolvimento com tráfico de armas, de drogas, roubos e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram em junho de 2017. Desde então, sete pessoas foram presas por tráfico e porte de arma de fogo de uso proibido. Também em um ano foram apreendidos 300 gramas de skank, 343 munições e cinco armas, entre elas uma submetralhadora calibre 9 milímetros e um fuzil.

Ainda conforme o Gaeco, os suspeitos eram responsável por adquirir armas de fogo, guardá-las, comercializá-las e emprestá-las a integrantes para crimes. O nome da operação refere-se ao nome que os suspeitos davam para referirem-se ao local onde são armazenadas as armas deles.

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