Construção de Hospital Municipal poderá ter gestão compartilhada e custos baixos

Nádia Nicolau

O secretário municipal de saúde de Campo Grande, José Mauro Pinto de Castro Filho, foi o entrevistado do Tribuna Livre desta quarta-feira (10). Foram discutidos diversos assuntos, entre eles, as movimentações em relação à construção do Hospital Municipal para a capital, a atuação dos novos médicos nas unidades de saúde e projetos em andamento da SESAU.

Ao assumir a pasta no final do mês de março desse ano, o secretário teve que enfrentar, logo de cara, a onda de epidemia de Dengue que havia se instalado em Campo Grande, a falta de médicos nos postos de saúde que, por sinal, estavam com as infraestrestruturas deixando a desejar. Durante a entrevista, ele reforçou que “estão sendo realizadas obras em unidades de saúde”.

Hospital Municipal

A ideia de construir um hospital municipal na capital já é conhecida e, aliás, é uma demanda antiga. “Não houve direcionamento verticalizado para Campo Grande”, disse o secretário sobre a ausência desse hospital na cidade. Ele ainda a concretização desse projeto poderá evitar dispêndio ao município.

“Há ideias positivas para que possamos evoluir nossas discussões, formas de gestões. Estamos analisando modelos. Essas coisas se resolvem a médio e longo prazo”, disse o titular da SESAU, ressaltando que já foi para fora do Estado justamente para conhecer hospitais municipais de diferentes localidades e compreender as funcionalidades.

Após essas visitas, o secretário disse que o projeto de um hospital para Campo Grande poderá ser baseado no que é realizado em Cuiabá, capital do Estado vizinho, Mato Grosso. Os moldes de construção e administração devem seguir o estilo “obra rápida para gerenciar e melhorar a nossa necessidade”.

O hospital municipal deve ter, também, uma gestão compartilhada. “Há setores da sociedade que podem fazer parte”, explicou.

Novos médicos – Estão nas unidades de saúde da capital 80 novos médicos convocados em chamamento público, desde março. O secretário de saúde disse que ainda é cedo para saber se o trabalho desses profissionais está atendendo completamente as demandas da população. Ele reforçou, mais uma vez, que “só vamos conseguir melhoras com a atenção básica”.

Saúde na hora – esse projeto que contempla Campo Grande como a segunda unidade no país. José Mauro adiantou que o lançamento, em breve, contará com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Nas palavras do secretário municipal, o ‘Saúde na hora’ é um programa do Ministério da Saúde que tem por finalidade priorizar a atenção primária nos atendimentos de saúde, prestando assistência em horário estendido às pessoas que saem mais tarde do trabalho. Dessa forma, de acordo com José Mauro, a atenção básica ganhará reforço e “80% dos casos serão resolvidos”.

Comentários