Construção da Asperbrás abre caminho para pólo moveleiro e geração de 850 empregos

Foto Divulgação
Foto Divulgação

Jeferson Ribeiro ficou um ano desempregado. O técnico de Segurança do Trabalho deixou para o passado os momentos de dificuldades ao assumir um novo posto na construção da Asperbrás, em Água Clara, indústria moveleira pioneira em Mato Grosso do Sul que deve iniciar a produção até março do ano que vem.

Cerca de 850 histórias como a de Jeferson devem se repetir até o segundo semestre, durante o pico do processo de construção, que atualmente emprega 260 pessoas. Durante visita a obra na manhã de ontem (22), o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, avaliou o andamento do empreendimento e garantiu apoio do Governo do Estado à continuidade do processo.

O Governo do Estado se comprometeu com a melhoria de estradas vicinais e na colaboração para a formação técnica de trabalhadores. Segundo Jaime Verruck, a Semade pretende viabilizar convênios com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para o treinamento dos empregados da Asperbrás. A meta, porém, é qualificar também profissionais aptos a integrar o futuro pólo moveleiro na região, uma das metas do Governo do Estado.

Frente ao grande volume de trabalhadores que serão contratados no município, o Governo do Estado e a prefeitura de Água Clara firmaram acordo para a criação de um comitê de acompanhamento que prevê ações preventivas na segurança e saúde. “Também entramos em acordo para que o alojamento dos trabalhadores seja em um terreno do município, para que no futuro a área seja utilizada para outros fins, como habitação”, explicou Jaime Verruck.

“A vinda da Asperbras, a primeira empresa do setor a se instalar no Estado, é um marco no processo de industrialização do município e abre caminho para um novo pólo moveleiro. Somos muito gratos ao Governo do Estado pela presteza e competência em atrair esta grande indústria”, avaliou o prefeito de Água Clara, Silas José da Silva.

“O apoio da Semade foi fundamental para a decisão de investir R$ 530 milhões na planta de Água Clara. Sem incentivos o projeto não seria viável. Durante o pico da obra devem ser gerados cerca de 850 vagas temporárias. Na operação contaremos com 200 empregos diretos e cerca de 100 indiretos. Nosso foco é criar nichos de mercado e fazer um atendimento mais seletivo do pequeno e médio consumidor de mdf”, explicou Mário Gavinho, diretor Industrial da Asperbrás.

Devidamente licenciada, a empresa atuará na fabricação de estruturas de madeira e de móveis, chapas, placas de madeira aglomerada, prensada e compensada com capacidade de produção de 645 m3 de MDF/dia. Foram investidos R$ 350 mil em uma estação provisória de energia para atender somente a construção. Outros R$ 6 milhões estão sendo aplicados em uma subestação de 138 kVA, que irá garantir a estabilidade energética quando em plena operação.

A participação governamental na segurança também acontece em diferentes segmentos: O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes já aprovou a instalação de pistas de aceleração e desaceleração na entrada da indústria, na BR-262. Já o Governo do Estado acertou com a prefeitura municipal os detalhes de instalação de uma Base de Combate a Incêndios florestais em Água Clara.

“A prefeitura sinalizou a cedência de uma área para a instalação, que irá trabalhar em parceria com sistemas de monitoramento da Reflore (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas) e da unidade da Fibria, em Três Lagoas. Dessa forma teríamos todo o controle da região”, analisa o titular da Semade.

Histórico – A Asperbras é reconhecida não apenas por suas indústrias de tubos, conexões de PVC e rotomoldagem, mas também por atuar nas áreas de engenharia industrial, com gerenciamento e montagem de projetos industriais em diversos segmentos, na construção e incorporação imobiliária, e nos setores de alimentos, agronegócio, mineração e geração de energia.

O Grupo mantém suas estruturas societárias nacionais e internacionais desvinculadas e independentes, atuando em quase todo Brasil e em 3 continentes, África, Europa e América do Sul. São mais de 5 mil profissionais que trabalham em programas, projetos e obras nos principais segmentos da economia mundial.

Comentários

comentários