Consórcio homônimo ao da Lava Jato sofre restrições de crédito

Não é fácil a vida de empresas que têm o mesmo nome daquelas investigadas na Operação Lava Jato. O consórcio MGT, de Itajaí, em Santa Catarina, foi convocado para depor na Polícia Federal em Curitiba, mas quem fez negócios com uma empresa do doleiro Alberto Youssef e do ex-deputado Luiz Argolo (ex-SDD-BA) foi um grupo que tem o mesmo nome, mas fica em Guanambi, na Bahia, a quase 2.000 quilômetros de distância.

O consórcio catarinense nunca se relacionou com a Malga Engenharia, empresa que o doleiro diz ser dele e do ex-deputado, segundo o advogado Rodrigo Sanchez Rios, que defende o grupo atua no sul do país.

Por conta do mesmo nome, o consórcio que atua em Santa Catarina, formado pela DM Construtora e TKK Engenharia, enfrenta dificuldades para obter crédito em banco, segundo o advogado.

A empresa do doleiro e do ex-deputado, a Malga Engenharia, alugava máquinas como trator e escavadeira para o consórcio MGT da Bahia.

Argolo foi preso pela Polícia Federal em 10 de abril por ordem do juiz federal Sergio Moro. O juiz apontou como motivos da prisão os repasses de propina que ele receberia como integrante do PP, segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, e os negócios suspeitos entre o doleiro e o ex-deputado. Como ele não conseguiu se reeleger deputado, o Supremo mandou o processo dele de volta para Curitiba.

A defesa de Argolo diz que ele não é sócio do doleiro na Malga Engenharia.

Folha.com

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