Consórcio afirma que infraestrutura é insuficiente para ônibus rodarem pela cidade

Nádia Nicolau

Diante da insatisfação da população em relação ao transporte público da Capital, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, afirmou que reconhece que existem problemas que precisam ser solucionados e afirmou que não há infraestrutura suficiente para os ônibus rodarem de forma adequada.

“Esta não é uma simples justificativa para a situação. De 2017 pra cá tivemos piora nas ruas de Campo Grande, com a falta de infraestrutura nas ruas da cidade, os ônibus rodam com menos velocidade e têm dificuldade no cumprimento de horários. Não precisa de grandes investimentos para os corredores exclusivos, basta tinta e um projeto”, declarou o empresário.

Conforme João Rezende, há um contrato com a prefeitura de Campo Grande que é cumprido parcialmente pela administração pública. Ele reforçou que ainda não houve a construção de novos terminais e nem a implementação de corredores exclusivos para os ônibus. “As pessoas também precisam cobrar do poder público”.

Um dos transtornos que a frota de coletivos enfrenta é a danificação dos carros por galhos de árvores que, à medida que crescem, excedem o limite de espaço. Segundo Rezende, a poda desses galhos é responsabilidade da prefeitura.

Outro fato destacado pelo empresário é a aquisição de novos ônibus. “Mesmo com dificuldades de renovação da frota, já está documentado. Estamos nos esforçando para cumprir as metas”.

Sobre a manutenção, conforme o empresário, o Consórcio faz intervenções nos terminais, os banheiros passam por reformas, mas esse trabalho acaba sendo destruído pela falta de respeito e pela atuação de vândalos.

Isenção e gratuidade

Conforme dados citados pelo presidente do Consórcio Guaicurus, há 10 categorias que possuem a gratuidade da passagem, mas ele sugere que haja uma rediscussão sobre alguns pontos. “Campo Grande é a única cidade que oferece 100% de gratuidade de transporte aos estudantes, mas isso é feito às custas dos usuários pagantes. Precisamos rediscutir para que seja algo justo”.

Regras para aplicativos de mobilidade

Durante entrevista, João Rezende argumentou que, embora facilitem a mobilidade das pessoas, os veículos de aplicativos de transporte não pagam impostos e não seguem regras. Ele opina que para exercício do trabalho, deveria ser exigido antecedentes criminais dos motoristas e exames toxicológicos, muito em função dos recentes casos de homicídio já registrados durante viagens com carros de aplicativos.

Mesmo destacando a questão da segurança, em termos de concorrência, o empresário afirma que “não podemos sucumbir o transporte público”.

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