Marun considera situação política de Puccinelli inviável: ‘Não é mais candidato, é uma perseguição’

Michael Franco

Marun nos estúdios do Grupo Capital (Foto: Michael Franco)

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB) afirmou que após a prisão do ex-governador André Puccineli, as eleições de Mato Grosso do Sul estão maculadas por perseguição judiciário, ao até então pré-candidato do partido. Para ele, “[a justiça] já interferiu no processo eleitoral. o André não é mais candidato. As nossas alianças já se foram e todo mundo batendo palma como se nada tivesse acontecido”. As declarações foram feitas na manhã desta sexta-feira (03) em entrevistas para o reportagem do Página Brazil e rádio Capital 95 FM.

Defensor ferrenho do governo e partido em nível nacional, não poderia ser diferente no âmbito regional. Contundente, Marun reforçou a inocência de Puccinelli e o erro das decisões judiciais que o acusaram. “É absurda a decisão que mantém hoje o André preso, dividindo cela com mais de 20 pessoas”. E justificou salientando a vida sem luxos que o ex-governador tinha e por isso não poderia possuir algo ilícito no apartamento investigado. “O André mora no mesmo apartamento há 30 anos. Apartamento humilde, que não tem espaço para guardar suas coisas. Encontraram o que dentro desse quitinete? O que André poderia estar escondendo dentro desse quitinete, meu deus”.

“O andré é um risco para sociedade? por que essa prisão preventiva?”

MDB nas eleições de MS

O discurso de Carlos Marun focou na interferência equivocada da justiça no processo eleitoral. Ao comentar a situação do partido após a prisão de Puccinelli, o ministro relatou a perda de força, projeto e parcerias. “O MDB vive um momento difícil. Nossa candidata é a Simone Tebet. Ela está preparada, é um grande quadro, mas obviamente não discutiu alianças, temos uma campanha curto. É uma situação extremamente difícil”.

“As eleições de Mato Grosso do Sul deveriam ser adiadas”, afirmou o ministro, que a todo momento remetia a uma intromissão judicial ilícita na vida política de Puccinelli. Na noite de ontem (02), representantes do MDB reuniram-se na residência do senador Waldemir Moka para rearticular um projeto de campanha e governo com Simone Tebet após os ocorridos. “Ela está preocupada e o partido está preocupado”.

“ELE NÃO É MAIS CANDIDATO. PORQUE NÃO CONFIA MAIS NO PROCESSO”

Prisão de André

O ex-governador foi preso preventivamente na manhã do dia 20 de julho e encaminhado ao Centro de Triagem Anízio Lima, localizado no Complexo Penitenciário do Jardim Noroeste. André Puccinelli Júnior, filho do ex-chefe do Executivo também sofreu o mesmo processo do pai.

Veja a participação completa de Marun no Tribuna Livre:

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