Conscientização ambiental e plantio de mudas contribuem para revitalização da Bacia do Guariroba

Da Redação/JN

esde 2010 a Águas Guariroba já soma cerca de 40 mil mudas plantadas na região da Bacia Guariroba, responsável por 36% do abastecimento e principal manancial de Campo Grande. O número de mudas é o equivalente a 34 hectares de área plantada, direcionada a preservação ambiental. O plantio de mudas nas áreas de mananciais promovido pelo projeto Viveiro de Mudas tem como objetivo a conscientização e a preservação ambiental.

Os trabalhos realizados pelo projeto vão ao encontro das ações de preservação ambiental, em especial para a Bacia Guariroba, com cerca de 36 mil hectares de área, com 64 propriedades rurais. “O plantio de mudas contribui para que seja mantido um ciclo de restauração ambiental, principalmente por produtores da região. É uma forma de conscientizar e destacar a importância da preservação do meio ambiente, evitando a degradação e o assoreamento de córregos e reservatórios da bacia”, destaca o coordenador de meio ambiente e qualidade, Fernando Garayo.

Na última quinta-feira (19) um encontro entre entidades públicas e privadas debateu ações para a restauração Áreas de Preservação Permanentes, na Área de Proteção Ambiental do Guariroba. Para Claudinei Menezes Pecois pecuarista e presidente da Associação de Recuperação, Conservação e Proteção da Bacia do Guariroba, a mudança de mentalidade e o compromisso na preservação por parte dos produtores foi um grande passo para a recuperação das áreas na bacia do Guariroba.

“Vimos a necessidade da recuperação dos córregos que estavam sendo afetados pelo assoreamento. Com a junção dos produtores da região do Guariroba procuramos o poder público, iniciativa privada e a sociedade civil para iniciarmos um trabalho de revitalização dessas regiões”, relembra. “A recuperação das matas ciliares foi a principal medida constatada para evitar o assoreamento das áreas da bacia. Este é um trabalho que está em andamento e acredito que em 10 anos, conseguimos recuperar por completo a áreas afetadas”, destacou o presidente.

De acordo com o coordenador do Programa do Cerrado do WWF, Julio Cézar Sampaio, a conscientização e a iniciativa de projetos que recuperem mananciais são exemplos a serem seguidos em outras regiões. “O engajamento ambiental do produtor é um modelo a ser expandido para outras regiões, não apenas a Bacia Guariroba, mas a esperamos que tenha a participação de outras bacias. São modelos de sustentabilidade que vêm crescendo e se aprimorando”, disse o coordenador.

Também participaram do evento representantes da Agência Nacional de Águas, Prefeitura de Campo Grande, WWF-Brasil, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Sindicato Rural de Campo Grande (MS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Associação de Recuperação Conservação e Proteção da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) e IIRD Gestão Ambiental.

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