Confusão marca votação de Dilma Rousseff em Porto Alegre

O voto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em Porto Alegre, foi marcado por confusão no início da tarde deste domingo (2). A imprensa foi proibida de acompanhar Dilma na sua seção eleitoral, no colégio Santos Dumont, na zona sul da capital, perto de sua residência.

Dilma Rousseff foi recepcionada por militantes com flores em escola de Porto Alegre
Dilma Rousseff foi recepcionada por militantes com flores em escola de Porto Alegre

A Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha) barrou a entrada da escola. Uma porta foi quebrada durante o confronto. A ordem foi dada pelo juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva, da 160ª zona eleitoral, que estava no local.

Os policiais também tentaram evitar que o ex-ministro Miguel Rossetto (PT) e o candidato à Prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont (PT), acompanhassem Dilma.

“Sempre votei aqui. Nunca houve isso. Nunca a Brigada foi chamada, nunca fecharam as portas”, disse Dilma à imprensa. “É lamentável”, completou a petista.

O escrivão do TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul) Luiz Carlos Braga alegou que, por ser ex-presidente, Dilma não tem direito a nenhum esquema especial. “É uma cidadã comum”, afirmou Braga.

De acordo com ele, uma “ordem verbal” foi dada pelo juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva, para que a imprensa não acompanhasse a ex-presidente. O juiz repetiu os argumentos à imprensa.

“Que eu sou uma cidadã comum, eu sou com muito orgulho. Há que ter orgulho de ser cidadã ou cidadão nesse país”, disse Dilma.

A proibição da entrada dos políticos petistas que acompanhavam Dilma foi justificada porque “eles não votam na seção de Dilma”.

“Acho um absurdo. Acho antidemocrático”, disse Dilma sobre proibir a entrada da imprensa.
“Fui empurrado, mas não fui ferido”, disse Raul Pont, que tinha uma mancha de sangue na manga direita de sua camisa.

A vice da chapa de Pont, Silvana Conti (PCdoB), saiu mancando da escola e contou ter levado um chute na perna. De acordo com ela, um policial foi o autor da agressão.

O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) acusou as autoridades de “censura”, por impedir o registro do voto de Dilma.

Na chegada, Dilma foi recebida com flores vermelhas. A militância gritou “Fora, Temer”. (Folha.com)

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