Como as amizades podem influenciar seus hábitos – para o bem e para o mal

G1/RA

Foto: Google

Costumamos acreditar que o autocontrole vem de dentro, mas muitas de nossas atitudes dependem tanto de amigos e familiares quanto de nós mesmos.

As pessoas que nos cercam têm o poder de nos fazer engordar, consumir mais bebida alcoólica, nos preocuparmos menos com o meio ambiente e nos expormos ao sol sem a devida proteção, entre muitas outras coisas.

Não se trata simplesmente da pressão dos colegas, em que você age deliberadamente de uma certa maneira para se adequar ao grupo. É, na verdade, em grande parte uma atitude inconsciente.

Sem que você tenha consciência, seu cérebro está constantemente captando as dicas de pessoas ao seu redor para ditar seu comportamento. E as consequências podem ser sérias.

Atualmente, é bastante aceito que nosso senso de identidade pessoal é derivado de outras pessoas.

“Quanto mais a sua identidade for absorvida de um grupo, mesmo quando você não está por perto desse grupo, maior a probabilidade de você defender aqueles valores”, diz Amber Gaffney, psicóloga social da Universidade Estadual Humboldt, nos EUA.

“Se uma grande parte de como você se identifica como estudante de uma determinada universidade ou como um acadêmico, no meu caso, então é isso que você vai levar consigo na maioria das interações com outras pessoas. Eu vejo as coisas primeiro através das minhas lentes de acadêmica.”

Os estudantes, por exemplo, tendem a ter atitudes mais fortes em relação a temas como a legalização das drogas ou sustentabilidade do que o resto da população.

São as chamadas normas sociais. E, embora elas sejam geralmente estáveis, algumas coisas interessantes podem acontecer se apenas um membro associado ao grupo agir fora do contexto.

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