Comitê alerta que ano nem terminou e já tem o dobro de registros de queimada na Capital

Até o mês de setembro Campo Grande teve 4.398 registros de incêndio em vegetação, que foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros. Nos 12 meses de 2018 o total de registros foi de 2.395. Os dados foram apresentados durante o seminário Direto ao Foco – queimadas, meio ambiente e políticas públicas, no dia 18 de outubro, na Câmara Municipal de Campo Grande.

Foto: Divulgação.

O levantamento foi apresentado pelo Comitê Municipal de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos, que é composto por 17 entidades como a Câmara Municipal de Campo Grande, por meio do mandato do vereador Eduardo Romero (Rede), Planurb, Semadur, Sisep, PMA, Imasul, PRF, Semed, entre outros. Vinícius Zanardo, que representou o Comitê durante o seminário, destacou que em a região com maior incidência de focos de calor é a do Bandeira, com 927 atendimentos este ano. A segunda com maior registro é a do Anhanduizinho com 764 ocorrências atendidas.

Com tantos registros de incêndios em vegetação surge a preocupação sobre os danos causados ao meio ambiente e também aos moradores que têm contato com o material resultante da queima. De acordo com o Comitê, em 2018 foram quase 60 mil atendimentos médicos por problemas respiratórios, sendo 15.829 só na região do Bandeira.

Seminário

O seminário foi promovido pelo movimento Acredito, Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, que é coordenado nacionalmente pelo vereador por Campo Grande, Eduardo Romero; Comitê Municipal de Combate aos Incêndios Florestais e Urbanos de Campo Grande, com apoio da Câmara Municipal de Campo Grande, Prefeitura de Campo Grande e Assembleia Legislativa.

Durante o seminário, além de dados municipais, foi apresentado um panorama estadual e nacional das incidências de focos de calor. No Estado, os incêndios urbanos e florestais aumentaram 303% este ano, em 10 meses, quando comparados com o mesmo período do ano passado.

*Com informações da assessoria

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