Comissão de Ética notificará 9 vereadores para defesa prévia

O presidente de duas Comissões da Câmara Municipal de Campo Grande – a Processante que investiga se o vice-prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) deve ter o mandato definitivamente cassado; e a de Ética -, vereador João Rocha (PSB), explicou a decisão da Comissão de Ética de desmembrar em 9 processos individuais, o processo original que motivou a criação da Comissão, por conta da suposta compra de votos de vereadores para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em 2014, “se deu pelas circunstâncias de cada vereador investigado. Pela suspeita de terem negociado votos por até um R$1 milhão”, diz.

Presidente da Comissão, João Rocha, Foto Silvio Ferreira
Presidente da Comissão, João Rocha, Foto Silvio Ferreira

De acordo com Rocha, nesta quarta-feira (6), os integrantes da Comissão de Ética voltam a se reunir.

O vereador lembrou que, assim como a Processante, a de Ética já solicitou o compartilhamento de informações da Operação Coffee Break, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE).

O presidente explicou que estão previstas “oitivas públicas nas quais se espera até mesmo a presença de integrantes do MPE e da Justiça. Até agora os trabalhos da comissão não contaram com a colaboração de ninguém além dos integrantes do Legislativo, mas as oitivas serão públicas”, comentou.

O próximo passo consiste em reunir os cinco integrantes da comissão e “citar os vereadores [envolvidos] para preparem defesa prévia”.

Na lista dos investigados estão incluídos o presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Chocolate (PP), Gilmar da Cruz (PRB), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB) e Jamal Salém (PR). Todos negam ter adquirido qualquer tipo de vantagem para cassar o mandato de Bernal, em março de 2014.

Silvio Ferreira

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