Comissão de combate à violência contra a mulher realiza palestras em escolas da Capital

Foto Divulgação
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Integrantes da Comissão de Combate e Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Comcevid), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), organizaram neste mês palestras sobre violência doméstica em escolas da rede pública, em Campo Grande.

A presidente da Comcevid, Carine Beatriz Giaretta e a advogada Ana Patrícia Nassar visitaram a Escola Estadual Vespasiano Martins e a Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado para discutir violência doméstica com os alunos do ensino médio. As palestras foram incluídas como atividade pedagógica e, cada estudante foi orientado a elaborar um texto sobre o assunto. As três melhores redações serão premiadas com uma visita à OAB/MS no final de março. Nesta quinta-feira (17), às 19h, a palestra acontece para uma nova turma de alunos da E.E Maria Constança de Barros Machado.

A base da palestra é o documentário da francesa Eléonore Pourriat: “Majorité Opprimée” (Maioria Oprimida) lançado em 2010, que aborda o tema do machismo, invertendo os papéis de homens e mulheres. De acordo com as palestrantes o que mais choca os alunos no roteiro não é a violência sexual em si, mas o fato de um homem ter sido vítima dessa modalidade de violência, cujas agressoras eram mulheres.

A presidente da Comcevid, Carine Giaretta, explica que a exibição do documentário propicia subsídios para discussão de questões como a desigualdade de gênero, o incentivo da participação dos homens na educação dos filhos e os altos índices de violência doméstica. “A comissão tem fomentado discussões sobre violência doméstica junto à sociedade, incentivando  um maior engajamento no enfrentamento à violência e, principalmente para que seja construída uma cultura de igualdade, paz e respeito mútuo”, disse.

No Brasil, a Lei Maria da Penha se tornou o mecanismo mais eficaz no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, entretanto, sozinha não tem o poder de liquidar o problema.

Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 70% das mulheres sofrerão algum tipo de violência no decorrer de sua vida. E, de acordo com o Banco Mundial, as mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária.

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