Comércio da Capital fecha as portas em protesto contra a corrupção

A terceira manifestação nesta semana em Campo Grande contra o governo federal e a presidente Dilma Rousseff (PT), convocada para as 12 horas desta sexta-feira (18), onde haveria o fechamento do comercio do centro da Capital, para participação de ato em frente ao MPF (Ministério Público Federal), registrou um desencontro ou racha da ação de hoje. Em frente ao Ministério, um grupo pequeno de membros do movimento “Reaja Brasil”, acompanhado de donos e funcionários de quatro empresas, se concentraram no local fazendo barulho com apitaço, faixas e pedindo o apoio dos motoristas que passavam na Avenida Afonso Pena, para que se buzinasse. No centro, comerciantes até fecharam as lojas, mas ficaram no local, na Rua 14 de Julho, onde fizeram uma caminhada.

Foto Lúcio Borges
Foto Lúcio Borges

Contudo, outro protesto na Capital, integrante da movimentação pró impeachment da presidente, que chamou a atenção pelo volume, foi uma carreata do Sindicato das empresas de Transporte, que se concentrou nos altos da Avenida Afonso Pena e saiu do Parque das Nações Indígenas para percorrer a cidade. A ação contou com pelo menos 100 caminhões percorrendo, com grande buzinaço, toda a extensão da Avenida Afonso Pena.

O comércio do centro de Campo Grande reabriu após a manifestação dos lojistas realizada das 12 às 13 horas, que conforme a organização do movimento, cerca de 400 empresas fecharam as portas. O ato foi convocado ontem pela CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) e pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), que apontaram sucesso no movimento, com adesão de 90% dos estabelecimentos. Empresários e funcionários, que acompanharam os patrões, fizeram uma pequena passeata pedindo o impeachment de Dilma Rousseff.

Hermas Renan Rodrigues, presidente da CDL, afirma que 200 pessoas participaram da caminhada. No entanto, a PM (Polícia Militar) informou que na contagem da corporação apenas 70 foram às ruas.

Carreata

Os caminhoneiros além da Afonso Pena, também seguiram pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, acessou a Rua Ceará e foi para a Avenida Ministro João Arinos. Inicialmente estava prevista a volta ao ponto de origem pela Afonso Pena.

Os empresários adesivaram os caminhos pelo movimento Reaja Brasil. Nas fachadas dos veículos faixas contra a corrupção, o governo Dilma Rousseff e exaltando o juiz Sérgio Moro.

De acordo com um representante do grupo, Sérgio Amâncio, a participação foi em peso e compõe as manifestações pela mudança de Governo. “Esse não é nosso primeiro manifesto por nossa categoria e pelo país neste governo. Mas esperamos e compomos a reação do Brasil para findar este desgoverno e tirar este grupo. Esperamos melhorar o pais e ter também nossas reivindicação”, disse.

Matéria: Lúcio Borges

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