Com ventos de 176 km/h, tempestade Leslie atinge Portugal

RFI/JP

Árvores são arrancadas pela força do vento em Lisboa após tempestade Leslie atinge Portugal — Foto: REUTERS/Rafael Marchante

A tempestade Leslie atingiu Portugal neste domingo (14) de manhã, arrancando árvores, deixando centenas de milhares de casas sem eletricidade e parte do país em alerta máximo. O ciclone agora deve chegar hoje ao norte da Espanha, que se prepara para fortes chuvas.

Cerca de 27 pessoas ficaram levemente feridas, 325 mil estão sem fornecimento de energia elétrica e 61 desalojadas.

A Proteção Civil registrou quase 1.900 incidentes durante a noite do sábado e na madrugada deste domingo, a maior parte (perto de 1.200) por causa de quedas de árvores, às quais se somaram inundações e desabamento de estruturas.

Um total de 61 pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas devido a danos ou quedas de árvores, embora a maioria já tenha retornado.

Também aconteceram alguns acidentes de trânsito e danos em “vários carros” que estavam estacionados na via pública, assim como fechamentos de estradas, que já foram reabertas.

A tempestade carrega fortes ventos e chuvas dias depois de enchentes mortais na ilha espanhola de Mallorca.

Segundo o presidente do Instituto de Meteorologia português, Jorge Miranda, o ciclone, que vagava pelo oceano Atlântico desde o dia 23 de setembro, se transformou em tempestade pós-tropical. Leslie já está deixando o território português, e a situação, diz o meteorologista, “voltará rapidamente ao normal”.

As regiões mais atingidas foram Lisboa, Leiria e Coimbra, onde árvores foram arrancadas, tetos quebrados e áreas foram inundadas. Centenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade e tiveram que deixar suas casas.

“Nunca tinha visto nada parecido. A cidade parecia em guerra, com carros amassados por árvores que haviam caído”, declarou ao canal SIC um habitante de Figueira da Foz, cidade a 200 km no norte de Lisboa. “Ficamos bloqueados durante mais de uma hora na sala de espetáculos, sem eletricidade e telefone. As pessoas estavam muito preocupadas”, declarou.

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