Com crise na Santa Casa, profissionais da saúde organizam mobilização

Alertas com a crise financeira da Santa Casa, possibilidade de atrasos salariais e até mesmo de demissões em massa, que já foram sinalizados pela administração da instituição caso a prefeitura municipal não assine o contrato de prestação de serviços com a unidade hospitalar, trabalhadores da Santa Casa participam na próxima sexta-feira (8) uma assembleia para discutir o futuro dos profissionais e posicionamento da prefeitura em relação aos problemas financeiros.

A expectativa é que audiência reúna mais de 2.000 profissionais na assembleia que foi convocada pelo SIEMS (Sindicato dos Profissionais da Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), SINTESAÚDE/MS (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul) e SINTERMS (Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia em Empresas Públicas e Privadas no Estado de Mato Grosso do Sul).

O presidente do SIEMS, Lázaro Santana, avalia que a mobilização demonstra o descontentamento da categoria com a postura da prefeitura municipal. “O contrato entre o hospital e município venceu no dia 07 de abril. Desde então, participamos de duas reuniões com representantes patronais, autoridades municipais e representantes dos trabalhadores, mas até o momento não houve evolução na assinatura do contrato, a prefeitura mantém-se resistente, enquanto isso, os profissionais e a sociedade podem sofrer as consequências e isso é inadmissível”, indigna-se o presidente.

Impasse

O impasse se deve a falta de acordo entre a Santa Casa e a prefeitura de Campo Grande, em relação ao repasse financeiro. A Prefeitura oferece 3 milhões enquanto a Santa Casa exige no mínimo R$ 4 milhões para dar continuidade aos atendimentos para a sociedade.

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