Com apoio do Governo, empresa deve investir R$ 900 mi em MS

O grupo baiano GPE (Global Participações em Energia) recebeu a licença ambiental prévia nesta terça-feira (24), para implantar uma usina termelétrica a gás natural em Ladário, a 423 quilômetros de Campo Grande. O secretário estadual de meio ambiente e desenvolvimento econômico, Jaime Verruck, foi quem concedeu a permissão à empresa.

Rose Modesto, secretários e representantes do Grupo (Foto: Divulgação)

Com investimento estimado em R$ 900 milhões, a GPE deve gerar 500 empregos diretos e dois mil indiretos na sua construção, além de fomentar a economia no Mato Grosso do Sul e beneficiar quanto ao uso do ramal de gás natural, de 40 km, construído na década de 1990 para abastecer a usina do antigo grupo MMX, que não entrou em operação por falta de licença.

Marcando presença na reunião, a governadora em exercício, Rose Modesto, destacou que mesmo na crise, o Estado continua atraindo investidores e acelerando o seu desenvolvimento, graças à credibilidade do governo estadual e sua política de incentivos fiscais. “Estamos vivenciando mais um grande momento econômico para nosso Estado. Quero agradecer ao grupo pela confiança em nosso governo e dizer que estamos juntos, podem contar com a parceria do governo”, acrescentou.

Obras

Atuando há mais de 16 anos no mercado energético, a GPE se instalará aos fundos da subestação de energia do grupo Elecnor situada em frente ao Sindicato Rural de Corumbá, mas em área de Ladário, município limítrofe. A usina termelétrica terá capacidade para gerar 267 MW de energia, suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes, e adquirirá o gás natural (1,2 milhão de m³/dia) diretamente da Bolívia, via ramal do gasoduto que abastece o Brasil.

O diretor do grupo, Valfredo Ribeiro Filho, explicou que a licença prévia expedida pelo Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul), é um passo importante para que a nova usina possa participar dos leilões de mercado, ainda este ano, e, de posse de contratos de venda de energia, assegurar a contratação do gás natural da Bolívia. De posse da licença de instalação, que depende do cumprimento de vários itens ambientais, a empresa terá prazo de cinco anos para construir o empreendimento.

“Já atuamos em regiões de relevância ambiental para o mundo, como o bioma amazônico, e o projeto de Ladário tem como pré-requisito a sustentabilidade, o respeito e o cumprimento de todas as normas socioambientais que o Pantanal exige”, garantiu Valfredo Filho.

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