Com alteração no FCO, pequenas e micro empresas serão as mais beneficiadas, avalia Fecomércio

Para o representante da Fecomércio MS no Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (CEIF/FCO), Hermas Renan Rodrigues, as micro e pequenas empresas poderão ser as mais beneficiadas do setor comercial com a nova alteração na Lei para financiamento do FCO – Fundo Constitucional para o Centro Oeste, que aumentou o valor destinado ao capital de giro das pequenas e médias empresas para R$ 200 mil (antes era R$ 180 mil). Já o teto do empréstimo para o microempreendedor individual (MEI) passa de R$ 7 mil para R$ 10 mil. “Acreditamos que o valor vai atender a demanda dos empresários que ainda estão receosos de fazer financiamento depois de um período sofrido para o setor varejista”, diz Hermas.

A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) divulgou que a linha empresarial do FCO ainda dispõe de R$ 200 milhões para atender novas propostas. O prazo para firmar contratos se encerra em 15 de dezembro e é importante que todo esse volume seja disponibilizado ao mercado em tempo hábil para capacitar o Estado a manter ou ampliar a fatia que detém no Fundo. De acordo com Hermas, foi percebido, ao longo dos últimos meses, o interesse de supermercadistas e também de varejistas do ramo de calçados nessas linhas, com mais facilidades, por isso acredita-se que será ampliado para outros os setores.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-MS, Edison Araújo, as mudanças das regras do FCO atendem reivindicação antiga do setor. “O anúncio vem numa hora importante em que temos importantes compromissos trabalhistas e legislativos a cumprir; por isso pode representar uma saída e oportunidade de utilização de recursos para financiamento e investimento nas áreas de infraestrutura e de estoques, por exemplo”.

FCO

O Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO é presidido pelo secretário da Semagro Jaime Verruck integrado por representantes das Secretarias de Infraestrutura (Seinfra), de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), dos órgãos vinculados à Semagro: Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul); das federações de Agricultura, Indústria e Comércio; do Sebrae e da Federação de Trabalhadores Rurais (Fettar/MS). É um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Semagro, responsável por gerir os recursos da linha de financiamento.

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