Com 70 trabalhadores a menos, JBS retoma atividades em Nova Andradina

Nesta segunda-feira (10), a unidade do Frigorífico JBS, na cidade de Nova Andradina, retomou suas atividades após 30 dias de férias coletivas. A paralisação teve início no dia 08 de julho e, inicialmente estava prevista para terminar após 20 dias, porém, foi prorrogada por mais dez dias, sendo encerrada oficialmente em 07 de agosto.

Frigorífico JBS de Nova Andradina, localizado na saída para a cidade de Ivinhema - Nova News
Frigorífico JBS de Nova Andradina, localizado na saída para a cidade de Ivinhema – Nova News

Apesar do fim das férias na sexta-feira (07), os funcionários foram orientados a comparecer na empresa apenas nesta segunda-feira (10), sem prejuízo em seus vencimentos salariais. Segundo dados apurados pelo Nova News, a unidade retomou seus trabalhos com cerca de 70 funcionários a menos.

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O frigorífico que, antes das férias coletivas, operava com cerca de 430 colaboradores, teria concluído que 70 deles não seriam mais necessários, havendo a possibilidade de que alguns migrassem para outras unidades, porém, grande parte teria sido demitida.

Estas demissões ocorreram em virtude da redução no número de abates realizados na planta frigorífica de Nova Andradina, que passou de uma média de 600 a 700 cabeças por dia, para apenas 400 cabeças diárias, fazendo com que uma parcela dos trabalhadores fosse dispensada.

O JBS, que assumiu a planta frigorífica deixada pelo extinto Frigorífico Independência, localizada às margens da MS-276, na saída para a cidade de Ivinhema, atua em Nova Andradina desde 2012. Em recente publicação do site Valor Econômico, a empresa teria dito que as dificuldades enfrentadas por outros frigoríficos também afetam o JBS que, diante da suposta escassez de bois, teria reduzido em 12% os abates em Mato Grosso do Sul.

Recentemente o Frigorífico Minerva de Batayporã também havia concedido férias coletivas a seus funcionários. Após o período, a empresa retornou às suas atividades, mas acabou fechando as portas pouco tempo depois, demitindo mais de 700 trabalhadores residentes na região. A crise no setor frigorífico do Estado já foi tema de debate realizado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que apura a possível criação de um monopólio no setor.

Com Informações Nova News

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