Com 45 minutos muito bons, São Paulo vence a segunda e respira

A exibição não foi vistosa como no último domingo, contra o Figueirense, mas o São Paulo fez o suficiente para bater o Cruzeiro, na última quinta-feira, no Morumbi, e, pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, conquistar duas vitórias consecutivas.

Quando Cueva cansou, São Paulo diminuiu seu ritmo na partida contra o Cruzeiro (Foto: Marcos Ribolli)
Quando Cueva cansou, São Paulo diminuiu seu ritmo na partida contra o Cruzeiro (Foto: Marcos Ribolli)

A equipe que no final da semana passada estava pressionada, a apenas um ponto da zona de rebaixamento, hoje comemora o fato de estar seis à frente do grupo das piores equipes da competição.

O São Paulo teve comportamentos distintos nas duas etapas do jogo. No primeiro tempo, controlou o jogo e não deu espaços ao adversário.

Alternando os esquemas (4-3-3 quando atacava e 4-5-1 quando defendia), a equipe tinha posse de bola, criatividade nos pés de Cueva e dois laterais que tinham comportamentos diferentes, mas eficientes.

Pela direita, Buffarini foi praticamente perfeito na marcação, mas foi tímido no apoio ao ataque. Pela esquerda, Mena foi presença constante na frente, onde fez boas triangulações com Thiago Mendes e Cueva.

Outro fator a ser destacado é a participação de Wesley. Ele entrou na vaga de João Schmidt e, além de dar a sua contribuição na marcação, deu ao time mais força ofensiva. Tanto que, antes de marcar o único gol da partida, aos 42 minutos (veja o vídeo abaixo), ele já havia obrigado Rafael a fazer boa defesa em chute de fora da área.

A atuação no primeiro tempo foi tão boa que o Cruzeiro só levou perigo quando Rodrigo Caio errou um desarme e quase marcou contra por cobertura. No mais, só o Tricolor jogou.

O que estava controlado na etapa inicial fugiu do controle no segundo tempo. O Cruzeiro mudou sua postura. Primeiro, adiantou seu meio-campo e acabou com a facilidade que o São Paulo tinha para tocar a bola. Cueva passou a ser vigiado de perto e não levou mais perigo. A bola que chegava ao fácil ataque sumiu, apesar dos gritos insistentes de Ricardo Gomes no banco de reservas.

A situação ficou ainda mais difícil para o Tricolor quando Mano Menezes colocou Ezequiel na lateral-direita do Cruzeiro, ocupando o lugar de Lucas. Com vocação ofensiva, ele passou a complicar a vida de Mena, que ficou sobrecarregado na marcação, já que Cueva demonstrava cansaço. Ricardo Gomes agiu rápido: sacou o meia peruano e colocou Carlinhos, que bloqueou os avanços do rival pelo lado esquerdo da defesa são-paulina.

Mano Menezes fez mais duas mudanças e colocou seu time ainda mais à frente, buscando o empate. Mas o Tricolor teve a chance de matar o jogo aos 41, quando Manoel deu um soco em Chavez dentro da área, cometeu pênalti e foi expulso. Na cobrança, o atacante argentino praticamente recuou para o goleiro do Cruzeiro.

No minuto seguinte, um enorme susto: Alisson avançou livre pela direita e, cara a cara com Denis, bateu cruzado, obrigando o camisa 1 a fazer boa defesa.

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