Cobrança que não ‘olha além do resultado’ incomoda Dunga

Em preparação para amistoso contra os Estados Unidos, Dunga tem um abacaxi para descascar um mês antes da estreia nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. O técnico da Seleção Brasileira tem um último teste, mas reclama da pressão externa que lhe cobra somente resultado.

Dunga se mostra disposto a fazer experimentos contra os EUA;
Dunga se mostra disposto a fazer experimentos contra os EUA;

“Só tenho uma chance, que é ganhar. Pode ser culpa da minha personalidade, do jeito de trabalhar, de pensar. As pessoas têm um pouco de pé atrás comigo, mas não tem outra forma”, pondera Dunga, que monta time para enfrentar os EUA entre a obrigação de vencer e os experimentos visando as Eliminatórias. “Cada jogo é uma oportunidade única e temos que colocar a nossa marca, colocar uma equipe competitiva.”

O tom foi o mesmo durante toda a entrevista coletiva concedida na última segunda-feira: Dunga na defensiva, justificando suas decisões antes mesmo de tomá-las. “Se tivéssemos um pouquinho mais de paciência nas análises, o rendimento de alguns jogadores seria ainda melhor”, lamenta o técnico.

O amistoso contra os EUA promete ser duro, de modo que uma má atuação só faria aumentar as dúvidas em torno do trabalho de Dunga. Seja qual for o resultado, o treinador se resguarda projetando metas a longo prazo. “Seria bom se todas as pessoas envolvidas no futebol pensassem que estamos com um time em formação e que olhassem além do resultado”, alfineta.

Sem dar pistas da formação que usará às 21h40 (de Brasília) desta terça-feira, Dunga deve fazer seus últimos experimentos enquanto o placar não lhe importa tanto. A estreia nas Eliminatórias para a Copa começam no dia 8 de outubro, fora de casa, contra o Chile.

GAZETA ESPORTIVA

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