Cisão continua com Tereza Cristina alegando que ‘mal-estar’ deve retirar 12 deputados do PSB

Lúcio Borges

Deputada votou a favor da reforma trabalhista – Foto: Câmara dos Deputados

A deputada federal por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, que está no PSB, sendo desde o final janeiro, líder da bancada com 36 parlamentares na Câmara Federal, de certa forma continua no cargo, mas liderando somente uma pequena parte dos colegas, que como ela abriu cisão na sigla por apoiar a gestão do presidente Michel Temer (PMDB), da qual o partido se retirou e aprovou ser até oposição. A Sul-mato-grossense, que era presidente da sigla no Estado, já foi retirada pela Nacional do cargo, em abril, porque foi a favor da Reforma Trabalhista, também já foi requerida pela direção partidária e outros deputados, para que abandone a posição e cumpra decisão, como votar pela aceitação da denuncia contra o presidente, que ela é contra. Mas, ela até desafiou os lideres e manteve atitude, que assim, já a levou ter pedido protocolado para expulsão das hostes socialistas, como o Página Brazil noticiou na semana passada.

A deputada alega diversas justificativas, como trabalhar diante a crise pelos Estados e pelo Brasil, como principalmente, que há que se respeitar posicionamento dela e até mais outros 12 correligionários, que já dizem até sair do PSB. Tereza Cristina avalia que ao menos esta quantia de deputados federais possam deixar bancada do PSB, caso se mantenha questão contrária as reformas no partido. Ao confirmar mal-estar interno, a parlamentar sul-mato-grossense, fala em tom de ameaça interna ou ‘oferecimento’ externo, condicionando apenas a debandada ante as mudanças na regra eleitoral.

Assim, Tereza, aponta que ainda busca recuperar a paz interna, mas sem descartar mudança com janela partidária criada a partir da aprovação da reforma política. “Não quer dizer que vou sair amanhã, mas somos ao menos 12 nesta situação que se criou no partido, que dizia termos ou respeitar cada opinião parlamentar. Somos bloco unido de doze deputados, e os partidos se interessam. Qual partido não se interessaria, vendo uma situação iminente desta? Quem não quer em sua bancada federal, um e ainda mais doze”, questiona.

Dentre os partidos que vem cortejando o grupo estão PMDB, DEM, PSD e PR. Os dois primeiros tem entre seus articuladores os presidentes da República, Michel Temer (PMDB), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Tudo, no entanto, está condicionado a reforma que pretende definir até setembro ao menos o financiamento de campanha e fim das coligações.

Expulsão ou saia, requereu grupo do PSB

O pedido de saída por vontade própria ou expulsão de Tereza e outros que a acompanha, foi registrado na ultima quinta-feira (20), por um grupo do PSB, liderados simbolicamente pelas Mulheres socialistas. O pedido relata contra a deputada, tudo que já citamos acima, contrariando decisões, que ainda foi dado como ‘gota dágua’, uma reunião na casa da ‘líder do PSB”, onde Temer se encontra com líder do PSB na Câmara para atrair descontentes ao PMDB.

A Secretaria Nacional de Mulheres do PSB, pediu que a deputada sul mato-grossense deixe o partido, antes de ser expulsa. O pedido, foi feito por meio de uma nota enviada à bancadas do partido no Senado e na Câmara.  A nota é dura, onde há parte que as “mulheres” nem citam o nome da parlamentar. “Exigimos que a pessoa em questão [Tereza] não espere o processo de expulsão por meio da representação do Conselho de Ética e que tenha a dignidade de deixar o PSB, antecipando-se assim a mais essa situação de desmoralização pública”, diz a nota assinada pela deputada Dora Pires (PSB), secretária nacional do partido.

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