Ciro Gomes vem a Capital para conhecer plano de Segurança para Fronteira do juiz Odilon

Lúcio Borges

O possível ou já pretenso candidato a presidência da República em 2018, Ciro Gomes, vem a Campo Grande nos próximos dois dias, chegando nesta quarta-feira (17), mas aparecendo em publico somente amanhã. Gomes que foi ministro, ex-governador do Ceará e é vice-presidente nacional do PDT, está andando pelo Brasil combatendo a atual situação que se instalou no País e com isso ou também construindo sua candidatura, como alternativa do chamado campo de centro-esquerda. O presidenciável, que já ocupou essa posição em 2006, vem percorrendo a nação para mostrar seu pré programa, que vem sendo montado com temas e contribuição regionalizadas.  Assim, de “olho eleitoral”, Ciro Gomes, visita Mato Grosso do Sul, na Capital, para discutir sobre Fronteiras, em especifico, dentro do que já elaborou sobre a questão da Segurança Pública nacional.

O pedetista, que concederá entrevista coletiva amanhã as 9 horas, na sede do PDT local, vem quase que exclusivamente para se reunir com o juiz federal Odilon de Oliveira, que tem um plano montado para área de segurança, a partir de tudo que já viveu na fronteirado do Estado e em atuação de magistrado tratando do setor. Antes do encontro com o juiz, na coletiva, assessoria de Ciro já adiantou que a pauta será a conjuntura política do Brasil, além das discussões sobre candidaturas regionais para o ano que vem.

Deputado Dagoberto em evento de filiação de Ciro Gomes em setembro de 2015

O presidente da legenda em MS, o deputado federal Dagoberto Nogueira, explica que a agenda em si é pela vinda à cidade para a reunião com o juiz federal, mas como Ciro Gomes é de expressão nacional, o partido não pode deixar de fazer ou coloca-lo em contato ao menos com a imprensa. “Ciro está estudando, conversando com o Brasil e buscando as melhores iniciativas, os melhores contatos de quem já fez algo pelo país e que tem algo produzido, como o doutor Odilon de Oliveira, que dentro de sua toda experiência já apontou e até ofereceu ou divulgou que tem um plano de Segurança. Ciro solicitou a ele e vem buscar isto, um plano sobre as questões da fronteira e tráfico no Estado, com a intenção de inserir a situação no programa de governo, em uma eventual candidatura a presidente, em 2018”, apontou Nogueira.

A visita do ex-governador se resumirá a Campo Grande nesta semana, mas o deputado-presidente do PDT MS, já anuncia previsão de uma nova vinda do ‘presidenciável’, no mês de setembro, para  encontro estadual do partido e por consequência em agendas externas.

Vem conhecer, se preparar e leva experiência, diz vereador filho do Juiz

O filho do juiz, Odilon de Oliveira Junior, que se elegeu vereador pelo PDT, em outubro 2016, agora fala em ‘nome da política’ e passa as informações partidárias, como que o ex-governador chega na noite de hoje na Capital, ratificando o objetivo da visita.

“Ele vai se encontrar com meu pai, que é especialista na área e pegar informações para desenvolver uma política de combate ao tráfico na fronteira, se ele for um candidato a presidência da República”, disse o vereador.

Ciro 2018

Em filiação ao PDT, em setembro de 2015, Ciro Gomes, dentro da então já crise política-administrativa da então presidente Dilma Roussef, já se propunha a ser candidato a presidente da República em 2018. O presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, no momento também endossou a ideia. “Temos uma referência nacional e em 2018 vamos ganhar as ruas e as praças para fazer Ciro Gomes presidente do Brasil”, disse à época.

O ex-ministro Ciro Gomes, construindo sua candidatura, como alternativa do chamado campo de centro-esquerda, neste ano, já reconheceu que deve disputar a Presidência em 2018 mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja candidato, como vem sendo ventilado. O pedetista, que esteve à frente do Ministério da Integração Nacional no governo Lula, havia dito na semana passada que não “tinha vontade” de se lançar ao cargo caso o petista também entrasse no páreo.

Contudo, em conversas com jornalistas, ele já afirmou que sua candidatura depende dele mesmo e do partido. “Quem decide a minha candidatura sou eu, e só dependo de uma circunstância: o PDT confirmar meu pleito. Quando digo que não gostaria de ser candidato se o Lula também for, não é uma homenagem propriamente a ele, embora acredite que PT e PDT possam seguir juntos, apesar de nossas diferenças. Mas, se ele for candidato, passionaliza e polariza de tal forma o ambiente que os eleitores terão dificuldade de encontrar meu discurso, centrado em temas que considero sérios, distantes da polarização simplória que fazem ele representa junto a direita deste país”, analisou.

Ciro afirmou ainda que seus dois adversários mais fortes à sucessão presidencial são, hoje, Lula e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Ele destacou que não aposta em uma candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB). E se mostrou simpático a uma eventual chapa com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), mas disse que o “PT deve seguir com sua postura de lançar um candidato majoritário” e que não será “vice de ninguém”:

 

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