Chuva causa a maior cheia em 50 anos e desabriga famílias

Com as chuvas dos últimos dias, que atinge vários municípios da região sul do Estado, o volume das águas do Rio Dourados em Fátima do Sul, continua subindo e obrigou moradores da Vila dos Navegantes a deixarem suas casas durante a madrugada deste sexta-feira (11).

Água invadiu residências e desabrigou moradores em Fátima do Sul (Foto: Washington Lima/Fátima News)
Água invadiu residências e desabrigou moradores em Fátima do Sul
(Foto: Washington Lima/Fátima News)

A relatos que o nível do rio esta acima dos 7 metros e há muita correnteza. A cheia é considerada a maior em desde a década de 1960.

Segundo o site Fátima News, na manhã de hoje moradores usavam barcos para a retirada de móveis de suas residências, onde água chegou por volta dás 2h da madrugada. Alguns moradores haviam removidos os móveis e utensílios domésticos para a Igreja Nossa Senhora do Navegantes, mas o local também foi alagado e neste momento as famílias estão sendo levadas para o abrigo improvisado pela prefeitura.

Ontem, depois que a chuva voltou a ficar intensa e causou mais destruição em cidades da região sul, a Defesa Civil Estadual divulgou balanço inicial que aponta prejuízos de R$ 100 milhões por conta da chuva.

O levantamento é preliminar, mas para se ter uma ideia, apenas em Tacuru, a 423,4 Km ao sul de Campo Grande – onde 15 pontes foram destruídas com a força das águas e parte da rodovia MS-160, que liga o município a Sete Quedas, foi totalmente arrancada -, o investimento em reconstrução chega a R$ 14 milhões conforme a Defesa Civil do município.

O coronel Isaías Ferreira Bittencourt, coordenador da Defesa Civil afirmou que o prejuízo de R$ 100 milhões é apenas uma estimativa e que o valor real que será necessário para restaurar as cidades será conhecido somente depois que o levantamento solicitado pela Secretaria Nacional de Defesa Civil for finalizado. O coordenador sustentou que chegou-se a esse valor através de uma análise “preliminar” e “simplista”.

Os trabalhos para o relatório devem terminar hoje. “Estamos trabalhando duro, porque depois do decreto de emergência estadual (decretado em 3 de dezembro para 14 municípios) temos 10 dias para apresentar os levantamentos e precisamos de uma estimativa dentro da lógica, bem coerente e consistente”

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