‘Chapolins’ brasileiros não podem ser exibidos na TV

O Chapolin Colorado da série de TV tomava pílulas de Nanicolinas quando queria encolher. Os Chapolins brasileiros fazem o contrário e se multiplicaram do Pan de Guadalajara para o de Toronto, neste ano.

Chapolins verde-amarelos nas arquibancadas  (Foto: Reprodução)
Chapolins verde-amarelos nas arquibancadas
(Foto: Reprodução)

O quarteto de 2011 transformou-se em 14 torcedores fantasiados de verde e amarelo com um coração no peito e a sigla BRA dentro dele.

E foram justamente essas três letras que causaram o primeiro problema para o grupo de amigos e familiares neste Pan de Toronto.

No domingo (19), primeiro dia de disputas do taekwondo, foi pedido aos Chapolins que trocassem de assentos nas arquibancadas pois não poderiam aparecer nas transmissões de TV.

Segundo Rui Tofolo, 27, gerente de projetos em uma empresa têxtil em São Paulo e um dos fundadores do grupo, o argumento usado foi que eles estariam fazendo marketing de emboscada para um banco brasileiro.

“Um brasileiro, com uniforme da organização do Pan, veio pedir para trocarmos de lugar porque não podíamos fazer propaganda do banco na TV. Mas não temos patrocínio de ninguém. Esse BRA dentro do coração foi uma ideia de 2011”, explicou.

A associação é com a propaganda “Agora é BRA”, do Bradesco, patrocinador de seis modalidades olímpicas do Brasil e banco oficial dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

À Folha de S.Paulo, o Bradesco negou qualquer ligação com os Chapolins.

“A ideia surgiu antes de ir para Guadalajara. Queríamos fazer uma homenagem ao México e conquistar os torcedores para o Brasil também. Nunca tivemos patrocínio. Até aceitaríamos um, pois saiu bem caro vir para o Pan”, diz Rui Tofolo.

Ele calcula que cada Chapolin gastou cerca de R$ 10 mil para estar em Toronto.

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