Cesta básica sobe mais de 5% em Campo Grande no acumulado de 2016, diz Dieese

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O custo da cesta básica subiu nas 27 capitais no acumulado de 2016, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Campo Grande o valor da cesta básica sofreu uma redução de novembro para dezembro, no entanto no acumulado do ano de 2016 o preço subiu, mesmo que em menor quantidade em relação ao índice nacional.

Campo Grande registrou uma das menores variações com 5,04% de aumento no valor da cesta básica. De novembro para dezembro o valor obteve uma redução de 4,16%. A cesta básica na capital morena está cotada em R$ 408,06.

A cesta mais cara foi a de Porto Alegre (R$ 459,02), seguida de Florianópolis (R$ 453,80), Rio de Janeiro (443,75) e São Paulo (R$ 438,89). Os menores valores médios foram observados em Recife (R$ 347,96), Aracaju (R$ 349,68) e Natal (R$ 351,96).

Comparação

O levantamento feito pelo Dieese, comparou o valor da cesta básica com o valor do salário mínimo líquido, com os descontos referentes à Previdência Social. Além de calcular o tempo que o cidadão precisa trabalhar para obter uma cesta básica completa.

Em Campo Grande, com a Cesta Básica no valor de R$ 408,06, o salário mínimo líquido cotado em R$ 50,40, o cidadão da capital sul-mato-grossense deve trabalhar 102 horas e 1 minuto por mês para adquirir todos os produtos da cesta.

Salário Necessário

O órgão também realiza o cálculo do salário mínimo ideal para a média da família brasileira. Em dezembro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.856,23, ou mais de quatro vezes o mínimo de R$937.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 98 horas e 59 minutos. Em novembro, a jornada necessária foi calculada em 100 horas e 56 minutos.

Confira a pesquisa completa do Dieese clicando aqui.

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