Cesta básica da Capital tem nova alta e acumula maior reajuste anual do País

Lúcio Borges

Feijão continua entre os itens mais caros da cesta básica

A cesta básica de Campo Grande apresentou novo ou continuo aumento no mês de novembro, como já vem ocorrendo nos últimos meses. Os campo-grandensses pagaram 6,05% a mais no ‘pacote’ com 15 alimentos básicos oficiais. A alta registrada, no mês passado, é a terceira maior entre as Capitais brasileiras, como ainda marca maior alta acumulada do País entre um ano. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que mostra a inflação em quase todas as cidades.

A última taxa mensal de Campo Grande ficou atrás apenas de Belo Horizonte com aumento de 7,81% e São Luís, com 6,44%. Até São Paulo com 5,68% de reajustes ficou atrás de Campo Grande, bem como mais distante ainda, pois houve queda em Vitória de -2,65% e Salvador com -0,26%.

Nos últimos 12 meses, tendo a maior alta acumulada: 14,89%, a pesquisa ratifica os diversos aumentos durante este ano, que na maioria dos meses marcou inflação / reajuste dos preços. Em novembro, o custo/preço da cesta básica em Campo Grande foi avaliado em R$ 420,80.

Conforme o Dieese, o aumento contemplou 16 das 18 cidades alvo da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Em 12 meses, os preços médios da cesta aumentaram em todas as cidades, aponta levantamento. As taxas oscilaram 15,50%, em Campo Grande.

Vilões dos Preços

Em Campo Grande, o preço do tomate apresentou aumento de 59,85%. A Capital apresentou o segundo maior aumento do preço da batata: 39,16%. Por outro lado, o preço do leite diminuiu em Campo Grande, capital onde o item registrou maior queda: -8,74%.

Mais dinheiro – Conforme o Dieese, na Capital, ficou mais caro, em novembro, para o trabalhador campo-grandense adquirir os 15 itens de alimentação que compõe a cesta básica. A alta custo dos R$ 420,80, representa variação de mais R$ 24,00 em relação ao preço registrado em outubro.

Salário mínimo

No levantamento, o Dieese também afirma que, em novembro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.959,98.

Esse valor é 4,15 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em novembro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

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