Cerca de 2 mil sem-terras invadem fazenda e querem desapropriação de 5 mil hectares

Foto Ilustrativa
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Na madrugada desta sexta-feira (21), um grupo formado por cerca de 2 mil trabalhadores rurais sem-terras ocuparam uma fazenda que fica localizada na região de Nova Casa Verde, em Nova Andradina.

Os sem-terras reclamam da morosidade por parte do Governo Federal em realizar uma política de reforma agrária. A propriedade rural Saco do Céu possui 5,2 mil hectares e, após vistoria realizada no início de 2014, foi considerada improdutiva pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Os donos da terra, que moram em São Paulo, contestaram a vistoria.

Costumeiramente, membros do MST realizam, na região de Nova Casa Verde, manifestações e bloqueios da rodovia BR-267 para chamar a atenção das autoridades. Entre as inúmeras reivindicações da classe, uma das principais seria a necessidade de mais rapidez no processo de assentamento das famílias inscritas.

De acordo com João, de 55 anos, ele e mais oito pessoas da família se encontram no acampamento. João disse à reportagem que está há mais de 10 anos na luta para conseguir um pedaço de terra. Ele explicou que começou com o grupo que esperava às margens da Fazenda Primavera no município de Batayporã, depois, seguiram para a região de Nova Casa Verde, no trecho de cascalho que dá acesso a cidade de Angélica, no Assentamento Florestan Fernandes, e hoje, está localizado em frente a Base da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Fazenda Saco do Céu.

Um dos membros do grupo revelou ao site Nova News que a intenção não é avançar até a casa sede da fazenda. Eles permanecerão dentro da propriedade porém, não irão bloquear a entrada de veículos e pessoas, ou seja, nas palavras do grupo, os proprietários e funcionários da fazenda podem trafegar livremente pelo local. Ainda de acordo com os sem-terras, as principais pautas seriam a celeridade na regulamentação das terras da Fazenda Saco do Céu para que o grupo possa se instalar no local. Eles também solicitam que sejam finalizados os trabalhos de vistoria na Fazenda Furnas, localizada a cerca de 15 quilômetros do local onde o grupo se encontra. Segundo eles, a fazenda também é improdutiva e o Incra precisa acelerar o processo de vistoria.

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